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2 de ago. de 2012

Reunião de #21: Quinta-feira, 26 de julho de 2012

Essa reunião não aconteceu na data prevista, foi adiada para a semana seguinte, por motivo de saúde da palestrante. Foi uma reunião muito produtiva, informal e descontraída. Todas as mães presentes puderam ter a oportunidades de tirar suas duvidas com a Psicóloga. E por cumprir uma das diretrizes do nosso grupo, a confidencialidade, não podemos comentar nenhum exemplo falado na reunião.
O Tema: Comportamento esse tema por ser extenso será divido em duas reuniões. Apresentação foi conduzida pela Psicóloga Ana Henrichs, sempre de forma muito objetiva e com seu jeito descontraído nos deu dicas muito valiosas para algumas questões do comportamento diário de nossas crianças. Quem perdeu a primeira parte poderá participar da segunda parte sem prejuízo nenhum e ainda ter uma pequena síntese do que foi trato na primeira reunião.

"Como é difícil educar os filhos, impondo limites e regras numa sociedade tão liberal e com o acesso do mundo pela internet dentro das nossas casas. Para quem tem filhos especiais o desafio é ainda mais difícil. Como saber separar o que é do diagnostico e o que é típico da idade. O segredo é educar com amor respeitando as limitações de cada criança. Buscando sempre ajuda de um profissional."
Para as mães de filhos especiais é necessário ter em mente uma questão bem clara:
O que esperamos para nossos filhos?
Porque a maneira que você enxerga seu filho, será a maneira que o mundo ira enxergar-lo. Se você quer que as pessoas tratem seu filho de maneira natural, comece de você a educá-lo de maneira natural. Sem nenhum privilegio, ou sem dar desculpas para alguns comportamentos inadequados. Pois o mundo não é somente feito de pessoas especiais e precisamos prepara nossas crianças para viver em sociedade, e que nesse convívio existem algumas regras que precisam ser seguidas.
Exemplo mais comum que os pais dão para alguns comportamentos dos filhos:
Se sua criança esta tendo birras ou comportamento inadequados, não dê desculpas!!! Ah! Ela esta com sono, ou esta cansada, não dormiu direito, esta com fome. Todas essas frases nos ajudam a adiar um problema que mais cedo ou mais tarde teremos que resolver. Procure ajuda do nosso grupo de mães, com isso você terá o apoio profissional da nossa psicóloga e recebera ajuda de como acessar a serviços e treinamentos que irão ajudar você a resolver questões diárias.
Para fazer uma analise do comportamento de uma criança com autismo deve ser feita de maneira individualizada e voltada para a história de vida de cada criança. Somente após essa avaliação pode se observar em que contextos a criança apresenta certos comportamentos. A partir deste conhecimento temos base para ensinar e reduzir os comportamentos inadequados que acabam apresentando pela ausência de outros comportamentos adequados aceitos socialmente. Comportamentos apropriados ajudam as crianças na adaptação e inserção social.
Não há limite no aprendizado de uma criança ou em seu diagnóstico, o autismo é um transtorno de origem genética que causa dificuldades e atrasos no desenvolvimento verbal e social.  O profissional a atender essa criança necessita apresentar métodos de ensino especiais, desenvolvidos para o perfil e adequados às dificuldades da criança.
Então, quando a criança não consegue aprender não é porque ela é incapaz, e sim porque há falhas nos métodos e nos procedimentos aplicados, que devem ser revistos até que se alcance as metas do aprendizado.
A intervenção do comportamento nas crianças: 
  • Redução ou extinção de comportamentos inadequados.
  • Ensino de comportamentos adequados. Reforço do comportamento positivo.
Redução ou extinção de comportamentos inadequados:
Os comportamentos inadequados são prejudiciais para a adaptação da criança ao meio social e para sua qualidade de vida. Para diminuir esses comportamentos inadequados o analista do comportamento deve orientar, treinar familiares e profissionais que atuam com a criança a também mudarem certas conseqüências que servem como reforço positivo a comportamentos inadequados.
Exemplo: No momento em que a criança se machuca propositalmente, faz birras para ganhar atenção da mãe, ou obter o acesso a algo de seu interesse. Imediatamente a mãe pega a criança no colo para evitar que ela se machuque. O ato da mãe de carregar a criança passa a ser estímulo de reforço positivo a um comportamento inadequado. 
Se eu quero eliminar comportamentos inadequados mantidos por atenção, uma das coisas a se fazer é aumentar a atenção a comportamentos adequados com abraços, beijos e elogios de hora em hora.
A cultura brasileira tem por forma tradicional para enfraquecer ou extinguir comportamentos inadequados, a utilização da punição “bater, broncas, castigos, etc.” Mas esta não é a melhor alternativa, a punição reduz temporariamente esse comportamento.
A punição gera efeitos prejudiciais e indesejados como medo, insegurança ou fuga para evitar fazer algo. Este tipo de atitude pode eliminar um comportamento inadequado, mas não ensina o que a criança deve fazer para obter o que deseja. Outro ponto negativo, é que as crianças imitam os comportamentos dos adultos e, se observarem agressão, vão imitar agressão também. A criança que apanha aprende a bater no amiguinho.
É por todos estes efeitos negativos da punição que optamos por não utilizá-la. Buscamos, então, reduzir a freqüência de comportamentos inadequados até eliminá-los.

Ensino de comportamentos adequados. Reforço do comportamento positivo.
Por exemplo: Se uma criança faz birras com a função de comunicação. Ela esta com fome e não falar ou não sabe como ter acesso a objetos, atividades ou alimentos do interesse. Não podemos simplesmente extinguir um comportamento de uma criança, sem ensinarmos outro comportamento mais apropriado. Temos que ensinar para ela um comportamento adequado que possa gerar acesso a itens de interesse e que vai se tornar a nova comunicação desta criança. Podemos ensinar uma forma de comunicação efetiva com alternativas visuais através de fotos, figuras ou por sinais, o importante é que a criança seja compreendida. Com isso são instalados e fortalecidos com estímulos de reforço positivo (prêmios, doces, adesivos, aplausos, etc.) comportamentos adequados aumentando em freqüência e substituindo os inadequados.

Obrigada ao apoio profissional:                                                                                  
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.
Obrigada a presença das mães: Andiara Oliveira, Arinda Taylor, Cristina Oliveira, Fernanda Rocha, Marlei Bassegio, Marlene Batista, Monica da Silva Vieira, Renata Silvano, Sara Negrini, Vanilde Ferreira.
A próxima reunião será: Quinta-feira: 31 /agosto / 2012, as 07:00 PM
Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129. O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square




 

 

30 de jun. de 2012

Reunião de #20: Quinta-feira, 28 de junho de 2012

Essa reunião foi ótima, o grupo ganhou a presença de 3 novas mães. O Tema: Continuação sobre Terapia da fala. Apresentação foi conduzida pela terapeuta   Perla Moraes, que ensinou de uma forma muito simples e divertida as diferenças entre fala e linguagem. Perla ensinou técnicas, dicas, exercícios, e brincadeiras que ajuda no desenvolvimento da criança.                                                                                        
Fala, Linguagem e Desenvolvimento:
“Seu filho esta com 2 anos e ainda não fala, só diz algumas palavras. Em comparação com seus amiguinhos, você acha que ele está atrasado. Esperando que ele se desenvolva, você adia a procura de um profissional especializado”.
Esta atitude é comum entre os pais de crianças que demoram em começar a falar. A menos que sejam observadas dificuldades em outras áreas do desenvolvimento, os pais às vezes hesitam em buscar ajuda.

Não Espere para Avaliar
Nas consultas de rotinas de 12 a 18 meses fale com o pediatra a sua preocupação e suspeitas de atraso nas habilidades de comunicação. Os pais devem também procurar ajuda se seu filho de qualquer idade não responde a sons. Uma avaliação precoce é importante, para evitar futuros problemas de linguagem.
Há uma diferença entre fala e linguagem.
A fala se refere basicamente à forma de articular sons nas palavras. A linguagem significa expressar e receber informações. É compreender e ser compreendido através da comunicação. Seja verbal, ou não-verbal através de fotos/ figuras. Uma criança com problemas de linguagem pode estar apta a pronunciar bem as palavras, mas, ser incapaz de colocar mais de duas palavras juntas. Inversamente, a fala de outra criança pode ser difícil de ser compreendida, mas ela usa palavras e frases para expressar suas idéias.
Etapas do Desenvolvimento, Fala e Linguagem da criança de 0 a 12 meses
A criança de 0 a 6 meses de idade;
- Reage aos estímulos ambientais de forma reflexa;
- Reage aos estímulos ambientais alterando o comportamento (sorriso e choro);  
- Reage às vozes altas, ou não amigáveis;
- Volta-se e olha na direção dos novos sons;
- Balbucia pedindo atenção;
- Faz vocalizações generalizadas;
- Observa sua mão;
- Reage ao seu nome.

Com 8 meses, a criança ...
- Acaricia sua própria imagem refletida no espelho;
- Produz quatro ou mais sons diferentes;
- Usa freqüentemente as sílabas ba, da, ka;
- Transfere objetos de uma mão para outra;
- Vocaliza com variação de entonação frente aos diferentes estímulos;
- Tenta imitar sons.

Com 10 meses, a criança ...
- Pode já dizer “mama” e “papa”;
- Grita para chamar atenção;
- Vocaliza enquanto manipula objetos;
- Usa um balbucio que parece linguagem verdadeira;
- Brinca de “esconder-o rosto”;
- Fala uma sílaba ou uma seqüência de sons repetidamente;
- Sorri e vocaliza ao ver sua imagem refletida no espelho.

Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 0 a 12 meses:
- Reagindo aos sons que ela faz;
- Falando com ela enquanto você estiver cuidando dela;
- Lendo livros coloridos todos os dias;
- Mantendo sua linguagem simples e concreta;
- Mostrando interesse em todos os sons diferentes que ela ouve;
- Ensinando os nomes das coisas do dia a dia e das pessoas familiares;
- Levando a criança em diferentes lugares;
- Brincando de jogos simples como “esconder-o rosto” ;
- Tocando música, e cantando para ela.


Etapas do Desenvolvimento, Fala e Linguagem da criança de 12 a 18 meses
- Reconhece seu nome;
- Entende “não”;
- Compreende ordens simples;
- Imita palavras familiares;
- Acena com a mão (bye);
- Fala 2 ou 3 palavras além de “mamãe” e “papai”;
- Emite “sons” de coisas e animais familiares;
- Dá um brinquedo quando lhe pedem;
- Dá muitas gargalhadas;
- Ouve bem e discrimina vários sons;
- Mostra muito afeto, fazendo barulhos e batendo palmas com o carinho de seus pais;
- Entende verbos que representem ações concretas e relativos a suas próprias necessidades (mais, quer, acabou, dá);

Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 12 a 18 meses:
- Lendo livros bem ilustrados e coloridos;
- Incentivando-a brincar de jogos de imitação;
- Usando frases curtas;
- Reforçando as palavras novas ditas por ela;   
- Fazendo atividades próprias para sua idade;
- Conversando sobre o que vocês estão fazendo quando estiverem juntos.


Etapas do Desenvolvimento, Fala e Linguagem da criança dos 18 aos 24 meses
- Usa 10 a 20 palavras, incluindo nomes;
- Escuta bem e discrimina vários sons;
- Reconhece retratos de familiares e figuras de objetos conhecidos;
- Aponta ou faz gestos para mostrar alguma coisa ou para expressar seus desejos;
- Traz objetos familiares de um cômodo para outro quando solicitado;
- Obedece ordens simples;   
- Pode cantarolar;
- Identifica 3 partes do corpo, em si e no outro sob nomeação;
- Realiza até 2 ordens simples;
- Usa o próprio nome;
- Responde sim e não
- Começa a fazer frases simples

Como você pode estimular a linguagem da criança de 18 a 24 meses:
- Contando histórias de livros
- Falando de modo, simples e claro
- Proporcionando experiências para estimular a fala e o desenvolvimento da linguagem: passeios, ida ao "shopping", ao playground ou jardim de sua casa, pic nic, tarefas domésticas.
- Conversando sobre lugares novos antes de ir, durante e após ao passeio.
- Olhando-a nos olhos quando estiver falando com ela
- Imitando e identificando sons , tais como cachorro latindo, pássaros cantando, sirenes, portas rangendo, barulho de água
- Descrevendo o que a criança está fazendo, sentindo e ouvindo
- Fazendo com que estas experiências de falar e escutar sejam agradáveis, importantes e divertidas para a criança
- Elogiando a comunicação da criança


Etapas do Desenvolvimento, Fala e linguagem da criança de 2 anos
- Usa o próprio nome
- Relaciona o que fala com situações concretas
- Nomeia mais ou menos 3 partes do corpo ou de uma boneca ou pessoa
- Fala sozinho enquanto brinca
- Combina 2 palavras para exprimir posse
- Mostra com os dedos a idade
- Identifica no mínimo 3 objetos pelo uso
- Reconhece: “grande", "pequeno”, “em cima ”, “embaixo”, e “dentro”.
- Aponta gravura de objeto comum
- Compreende o “onde” respondendo adequadamente
- Combina verbo ou substantivo com “este” e “aqui”, falando 2 palavras
- Combina “é” em frases de 2 elementos
- Usa artigo na fala
- Aplica regra regular de gênero
- Possui vocabulário de 50 a 100 palavras
- Pode relacionar cores primárias e nomear uma cor

Como você pode estimular a linguagem da criança de 2 anos
- Deixando-a ouvir CD ou fitas infantis
- Elogiando sua comunicação
- Descrevendo as atividades que estão fazendo, acrescentando novas palavras
- Utilizando palavras novas em várias situações (ampliação de vocabulário)
- Proporcionando novas experiências: teatrinho, cinema, circo... e comentando sobre elas
- Lendo historinhas


Etapas do Desenvolvimento, Fala e linguagem da criança de 3 anos
- Aponta 3 cores primárias quando nomeadas
- Começa a compreender frases relativas à direções, como: “coloque o cubo (debaixo, em frente, atrás) da cadeira. Porém é difícil entender: “ao lado”
- Executa uma série de 3 ordens relacionadas
- Conhece seu sobrenome e o seu sexo
- Pode falar sobre uma historinha ou relacionar uma idéia ou objeto
- Usa orações empregando 4 a 5 palavras
- Tem um vocabulário de quase 1000 palavras
- Repete sons, palavras, frases e orações
- Pode repetir 2 dígitos e 3 a 4 palavras
- Pode desenhar um círculo e uma linha vertical
- Pode cantar músicas
- É capaz de permanecer em uma atividade por 8 minutos
- Com freqüência faz perguntas sobre um assunto: “Quê?”
- Usa formas possessivas, como: “meu”, “minha”, “teu”, “seu”, “de” junto ao nome

- Usa formas verbais simples e complexas, tais como: “estou jogando”, “vou jogar”.
- Usa termos de negação tais como: “nada”, “nunca”, “ninguém”, “nem”
- Começa a usar orações compostas, unidas por: “e”, “que”, “onde”, “como”
- Expressa verbalmente fadiga (diz que está cansado)
- Combina substantivo mais adjetivo
- Usa: “eu”, “mim”, ao invés do próprio nome
- Memoriza pequenos versos e músicas

Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 3 anos
- Introduzindo palavras novas no seu vocabulário, enquanto brinca com ela
- Ensinando-lhe relações entre palavras, objetos e idéias
- Ensinando à criança contar histórias, utilizando livros e desenhos
- Permitindo que brinque com outras crianças
- Lendo para ela histórias
- Prestando muita atenção quando ela fala, lembrando que se ela repetir palavras e sons é normal
- Fazendo jogos com rimas


Etapas do Desenvolvimento,  Fala e Linguagem da criança de 4 anos
- Nomeia: pequeno, grande, embaixo, em cima, dentro, fora, pesado, leve, igual, diferente, cores primárias e 3 formas geométricas
- Descreve eventos e personagens de histórias conhecidas
- Segue instruções ainda que não esteja em frente ao objeto
- Pode falar algo imaginário como “suponho que”, “ eu desejo”
- Faz perguntas usando: “Quem?”, “Por que?”, “Como?” e “Quando?”
- Utiliza orações complexas
- Utiliza tempo passado e plural
- Copia uma linha e um círculo
- Tem um vocabulário de quase 1500 palavras
- Mantém-se numa atividade por 11 ou 12 minutos.
- Repete 3 dígitos e sentenças de 5 a 6 palavras
- Executa uma série de 2 ordens simples não relacionadas
- Nomeia seus próprios desenhos
- Segue regras de convívio social
- Reconhece partes do corpo: cabeça, braços, pernas, pés, mãos, cabelo, bumbum, nariz, orelha e boca
- Mantém atenção quando uma historinha é lida para ela
- Diz seu nome completo
- Responde perguntas de ordem temporal, referente a fatos concretos (dia – noite)
- Identifica objetos pelo uso
- Tem fala inteligível

Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 4 anos
- Ajudando-a a classificar objetos e coisas, explicando qual a razão de pertencerem a uma determinada categoria
- Conversando com ela sobre coisas que ela possa realizar
- Ensinando-a usar o telefone corretamente
- Permitindo que ajude a planejar atividades tais como Natal, aniversário...
- Dando à criança mais responsabilidade na vida diária
- Lendo histórias cada vez maiores
- Permitindo que crie e conte histórias
- Mostrando constantemente seu interesse no desenvolvimento de sua linguagem e pensamento


Etapas do Desenvolvimento, Fala e Linguagem da criança de 5 anos
- Define os objetos pelo uso e pode dizer de que são feitos os objetos
- Conhece relações espaciais como “acima”, “abaixo”, “atrás”, “perto” e “longe”
- Sabe seu endereço.
- Constrói orações utilizando de 5 a 6 palavras
- Identifica dinheiro
- Possui um vocabulário de aproximadamente 2000 palavras
- Usa corretamente os sons da língua
- Conhece antônimos de palavras familiares
- Entende o significado das palavras igual e “diferente”
- Conta dez objetos
- Acompanha a seqüência de uma estória
- Utiliza o tempo presente, passado e futuro dos verbos
- É capaz de permanecer em uma atividade durante mais de 15 minutos
- Pede informações
- Pede ajuda quando encontra dificuldade
- Usa corretamente os pronomes
- É capaz de fazer rimas
- Repete 4 dígitos
- Responde a pergunta “por quê” , dando uma explicação
- Nomeia cores além das primárias
- É capaz de apontar absurdos em uma figura
- Executa uma série de 3 ordens não relacionadas
- Articula corretamente todos os fonemas

Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 5 anos
- Incentivando-a a usar sua linguagem para expressar sentimentos, idéias, sonhos, desejos, e medos
- Permitindo que ela crie desenhos novos livremente com lápis, giz de cera, canetinha e papel
- Proporcionando oportunidades de aprender canções, rimas ou versos de memória
- Lendo contos, histórias maiores
- Falando com a criança sobre temas variados sem utilizar termos e expressões infantis
- Escutando e prestando atenção quando ela fala, levando em conta que a criança entende mais do que é capaz de verbalizar


Etapas do Desenvolvimento, Fala e Linguagem da criança de 6 anos
- Usa a gramática adequadamente;
- Compreende o significado das frases;
- Nomeia os dias da semana em ordem e conta até 30;
- Conta uma história de 4 a 5 fatos e começa a ter noção de causa/efeito;
- Sabe o dia e mês de seu aniversário, seu sobrenome, endereço e telefone;
- Distingue direita e esquerda;
- Conhece a maioria das palavras opostas e o significado de: “através”, “até”, “em direção a”, “longe”, “desde”;
- Sabe o significado e usa corretamente as palavras: “hoje”, “ontem” e “amanhã”;
- Formula perguntas utilizando: “Como?, Que?, Por que?”.
- Pergunta o significado de palavras novas ou pouco familiares;
- Relata experiências diárias.

Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 6 anos
- Reservando um tempo de seu dia para conversar;
- Lendo histórias para ela e pedindo que ela reconte;
- Ajudando-a a escrever seu próprio livro de histórias com desenhos e ilustrações;
- Pedindo que represente diferentes personagens de histórias;
- Propondo jogos que envolvam raciocínio;
- Dando tarefas em que seja necessário seguir algumas instruções;
- Deixando-a cozinhar, utilizando livros de receitas infantis, com passos e instruções simples;
- Assistindo com ela programas de televisão e vídeos, pedindo que conte sobre o que viu e o que mais gostou;
- Permitindo que participe de discussões familiares em que possa dar sua opinião;
- Ajudando-a a conhecer e utilizar novas palavras e conceitos.


“SE VOCÊ ACHA QUE SEU FILHO NÃO ESTÁ ACOMPANHANDO ESTA ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM, PROCURE UM FONOAUDIÓLOGO”.

Obrigada ao apoio profissional:
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.
Obrigada a presença das mães:
Cristina Matos, Dayana Teixeira, Fernanda Rocha, Kelly Cianflone, Marlene Batista, Monica da Silva Vieira, Raquel Cruz, Renata Silvano. Perla Moraes, Sibia Nascimento.
A próxima reunião será: Quinta-feira: 26 /julho / 2012, as 07:00 PM
Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129. O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square.





 

 





31 de mai. de 2012

Reunião de #19: Quinta-feira, 31 de maio de 2012

Foi uma boa reunião, o grupo ganhou a presença de 2 novas mães. O tema estudado foi: Terapia da Fala, conduzido pela terapeuta Elsa Ascenso.
Terapia da Fala:
O Terapeuta da Fala intervém em todas as situações de patologia da fala, de voz e da linguagem oral e escrita, na criança, no adolescente, no adulto e na pessoa idosa. É um profissional a quem compete à prevenção, a avaliação, o tratamento e o estudo cientifico da comunicação humana e das perturbações associadas. A comunicação engloba todas as funções associada à expressão da linguagem oral e escrita, assim como todas as formas apropriadas de comunicação não-verbal.
O ato de falar envolve as estruturas dos aparelhos respiratório e digestivo, além de funções como respiração e deglutição. Quando qualquer um destes fatores é afetado, podem surgir distúrbios da fala, passíveis de correção através de tratamento especializado. As alterações da fala têm causas fisiológicas: respiração bucal, língua, bochechas, dentes e maxilares mal posicionados geram alterações na arcada dentária e problemas de pronúncia das palavras. O uso prolongado de chupeta, sucção de dedo e alimentação pastosa por muito tempo prejudicam a mobilidade e tonicidade dos órgãos. Fatores hereditários, traumas, timidez, e até mesmo o bilingüismo também podem comprometer a comunicação oral da criança.

Qual o papel  da fonoaudióloga junto às crianças com necessidades especiais?
Tem como objetivo propiciar a elas um ambiente favorável ao desenvolvimento lingüístico, comunicativo e social, contribuindo para sua autonomia, formação e dando a ela condições de atuar sociedade. O foco do trabalho varia de acordo com as necessidades da criança, podendo ser dado enfoque aos aspectos relacionados à alimentação quando esta criança não possui controle deste processo, engasga com freqüência, apresenta baba. Pode-se também ser necessário um trabalho com a fala e com a linguagem, que por diversas razões podem apresentar-se mais difíceis devido a questões relacionadas à audição. O envolvimento da família é essencial, a escola e os demais ambientes que esta criança freqüenta precisam todos estar em sintonia, proporcionando-lhe um ambiente favorável ao seu desenvolvimento lingüístico, comunicativo, social e emocional.

A intervenção precoce do fonoaudiólogo é fundamental:
Para dar suporte no desenvolvimento da sua linguagem receptiva e expressiva, oral, gestual e escrita, capacitando a criança para compreender, realizar tarefas e agir sobre o ambiente que a cerca. O profissional deve ter experiência com os aspectos do desenvolvimento “normal infantil” e do desenvolvimento “atípico de crianças com necessidades especiais”. Também deve ser capaz de avaliar e planejar uma terapia específica e individualizada.
Os melhores resultados são conseguidos com o início da terapia na idade 18 meses, quanto mais cedo melhor. O objetivo é conseguir que a criança utilize a comunicação funcional, ou seja, que a criança se faça entendida. Para algumas crianças a comunicação verbal é possível e alcançável. Mas, para outras, a comunicação por sinais ou utilização de figuras/fotos já é muito positiva. É necessária a coleta de dados periódica a fim de medir progresso da criança.


Conselhos aos pais de crianças com atraso na fala:
1.      Aguardar, observar e ouvir tudo o que a criança tem para manifestar: gestos, sons e olhares;
2.      Não atuar de forma direta e controladora, dando oportunidade para a criança manifestar seus desejos, interesses e necessidades;
3.      Criar oportunidades que favoreçam a comunicação e ter paciência para aguardar uma resposta;
4.      Usar linguagem compatível com as possibilidades de compreensão da criança;
5.      Não dar automaticamente as coisas para a criança: aguardar que ela tome iniciativa para solicitar aquilo que ela deseja;
6.      Não exigir muito, ou alem da capacidade dessa criança, assim não cria expectativas, ansiedades, nem motivos de frustrações;
7.      Garantir a proximidade física e o contato face a face: esta facilita a comunicação;
Imitar o que a criança faz é uma forma eficiente de chegar ao seu nível: é como sintonizar na mesma estação em que ela opera;

8.      Dar nome as coisas, objetos e ações isso aumenta a possibilidade de compreensão, assim como gera o uso de palavras novas;

O QUE DEVE SER EVITADO:
1. Tomar a iniciativa da comunicação;
2. Ficar testando a capacidade das crianças com ordens e perguntas;
3. Ficar dirigindo a ação da criança, dizendo como deve agir ou proceder;
4. Interromper o silencio que corresponde ao tempo de espera que deve dar para que a criança tome a iniciativa da comunicação;
5. Ficar falando no lugar da criança;
6. Falar em excesso sem dar tempo para criança responder ao tomar a iniciativa

Dentre as alterações mais comuns, destacamos as seguintes:
Deglutição atípica: É o pressionamento atípico da língua ou interposição anterior ou lateral da língua nos dentes, podendo levar a alterações na pronúncia.

Dislalia: A criança troca letras, fala enrolado. Ocorre também de não se entender nada ou pouca coisa do que ela fala. A dislalia poderá ser um problema sério se persistir além da idade de aquisição normal da fala que é 4 anos, podendo deixar a criança inibida, tímida, causada pelas observações dos amiguinhos. Os pais e professores devem estar atentos, ao período de alfabetização, pois a criança pode transferir as trocas da fala para a leitura e escrita.

Disfluência ou gagueira: A criança, por volta dos 3 a 4 anos apresenta uma gagueira fisiológica. Dependendo de como é vivenciada, passa naturalmente ou se instala e os fatores emocionais e hereditários podem interferir nesse processo. Para estimular a fluência recomenda-se brincar com ritmo, música, teatro, dramatização, poesia, etc. Os pais devem evitar ao máximo corrigir e pressionar a criança, dando atenção especial ao conteúdo da mensagem e não a forma como ela está falando. Não completem as palavras, dando o tempo necessário para que ela termine a frase tranquilamente. Os pais devem evitar comparação e discriminação, ter calma, paciência e reduzir a ansiedade para não transferir ao filho. Atraso na aquisição da fala: Algumas crianças começam a falar muito cedo, já na época do primeiro aniversário e outras que falarão só final do segundo ano de vida. A partir dessa idade, as crianças que apresentam vocabulário restrito, dificuldade em elaborar frases, dificuldade de compreensão, fala ininteligível e uso de gestos podem necessitar de tratamento especializado para estimulação da fala. Dentre as causas do atraso na aquisição da fala, destacamos: - Fatores hereditários e falta de estimulação de modo geral: - Fatores afetivos: abandono, rejeição, superproteção; ambiente familiar - Fatores orgânicos: rubéola, viroses, prematuridade, etc.;

Disfonia infantil: A voz apresenta-se rouca. Crianças que falam alto imitam sons com esforço, choram em excesso, gritam nos parques, jogos e escolas, estão falando de forma incorreta, causando esforço vocal e sendo sérios candidatos a terem nódulos nas pregas vocais. Elas necessitam de orientações sobre como usar a voz (higiene vocal) e buscar uma melhor forma de se comunicar.

Áreas de atuação do terapeuta da fala: Essencialmente em Jardins de Infância e Escolas de Ensino Regular e Especial, Hospitais Gerais e Especializados e Centros de Saúde e de Saúde Mental.

Este tema foi muito complexo e uma só reunião não foi suficiente para esclarecer todas as duvidas. Por isso na próxima reunião teremos a conclusão e, mas esclarecimentos desse assunto com a terapeuta Perla Moraes.

Obrigada ao apoio profissional:
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.

Obrigada a presença das mães:
Aurilene Nascimento, Cristina Oliveira, Fernanda Rocha, Marlei Bassegio, Marlene Batista, Monica da Silva Vieira, Renata Silvano. Perla Moraes, Sara Negrini, Vanilde Ferreira, Virginia Novaes. A participação especial: Maria Cristina Lima que veio de Toronto no Canadá para assistir nossa reunião.

A próxima reunião será: Quinta-feira: 28 /junho / 2012, as 07:00 PM
Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129. O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square

29 de abr. de 2012

Reunião de #18: Quinta-feira, 26 de abril de 2012

Essa reunião foi maravilhosa, a apresentação da palestra foi fantástica, o difícil foi controlar a ansiedade das mães em fazer perguntas. Todas nós estávamos muito ansiosas, foi um tema muito interessante. O grupo ganhou a presença de 3 novas mães.


Tema foi: Terapia Ocupacional “OT”
Nessa apresentação tivemos a presença da querida Sonia Smith, especialista em OT, ela veio especialmente de Newton Wellesley Hospital, em Newton, MA.
Biografia: Sonia Smith OTR/L
Terapeuta ocupacional formada pela Universidade de Piracicaba-SP no Brasil. Atualmente ela trabalha no Newton-Wellesley Hospital cuidando de pacientes adultos com problemas neurológicos (Alzheimer’s, Escleroses Múltiplas, Derrames, Parkinson) problemas ortopédica (cirurgias de Mao, joelho, quadril, ombro e próteses), problemas vasculares ou cardíacos (Amputações e Infartos) Pós-operatórios (cirurgias gástricas, redução de peso) entre outros. Problemas cognitivos e pacientes com câncer. Especialista no método Bobath e Yoga.
O que é terapia ocupacional?
É caracterizada pelo tratamento através de atividades. Estas sendo aplicadas de maneira direta ou indireta, física ou mental, ativa ou passiva, preventiva, corretiva ou adaptativa. As mesmas são relacionadas às necessidades terapêuticas, pessoais, sociais e culturais do individuo, refletindo os fatores ambientais que influenciam sua vida. Busca a promoção do desenvolvimento, o tratamento e a reabilitação de pessoas de qualquer idade que tenham o seu desempenho afetado por problemas motores, cognitivos, emocionais e sociais.
A atuação do Terapeuta Ocupacional abrange todas as fases da vida de um indivíduo e sua intervenção tem como objetivo a promoção do bem-estar, redução ou correção de disfunções, estimulação e reforço das capacidades funcionais, facilitando o processo das habilidades e funções essenciais, que tornam o indivíduo mais adaptado e inserido no seu meio social.
Este profissional é o responsável pela indicação, prescrição e/ou confecção de adaptações funcionais que possam facilitar ou até mesmo possibilitar o desempenho das atividades da vida diária (alimentação, higiene, vestuário, locomoção, comunicação), vida prática, de lazer ou no trabalho.

O que faz o terapeuta ocupacional?
Reabilitam as pessoas para as atividades que elas deixaram de fazer devido a algum motivo. Sejam mentais (Autismo, Síndrome de Down), psiquiátricos (esquizofrenia, depressão e stress), como físicos (derrame, amputação, tetraplegia), geriátricos (Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson) e sociais (ex-presidiários moradores de rua).
O terapeuta avalia as atividades do cotidiano que a pessoa não está conseguindo realizar e qual é o motivo. Após a observação dessas áreas de disfunção ele desenvolve um programa estruturado de atividades apropriado para esse individuo de forma a ajudar ele superar as suas dificuldades. As atividades selecionadas são de acordo com as necessidades pessoais, sociais, culturais e econômicas e refletem os fatores ambientais que orientam a vida do indivíduo. Assim ao escolher uma atividade que reabilite a pessoa, e dê a oportunidade para que ela possa voltar a fazer suas atividades proporcionando assim melhor qualidade de vida.
Qual é o objetivo da terapia ocupacional? E onde ele atua?
O objetivo de sua ação é encontrar meios para que as pessoas alcancem sua autonomia, independência, utilizem ao máximo suas potencialidades a fim de superar suas deficiências. Para alcançar esses objetivos, muitas vezes o terapeuta ocupacional promove a adaptação de utensílios, mudanças no ambiente doméstico (moveis) ou do trabalho, treinamento de atividades da vida diária, orientação aos familiares e a prescrição e confecção de objetos.
Atuam em hospitais em geral, clínicas de reabilitação, consultórios, ambulatórios, escolas regulares e especiais, creches, asilos, albergues, fabricas, empresas, entre outras.

Em resumo: O profissional de Terapia Ocupacional busca recuperar a função humana, elevar o perfil das ações motoras e mentais, reabilitar através das atividades, e recuperar o indivíduo em sua totalidade. Portanto, deve ser aplicada onde houver limitação funcional, seja de caráter físico, mental ou social.

Obrigada ao apoio profissional:
Rhea Smith: ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.
Obrigada a presença das mães: 
Andiara Oliveira, Cristina Oliveira, Cristina Matos, Fernanda Rocha, Marlene Batista, Marlei Bassegio, Michelle Evangelista, Monica Vieira,  Noêmia Bueno, Paula Rocha, Perla Moraes, Renata Silvano, Teresa Pereira, Vanessa Dallortto, Vanilde Ferreira.
A próxima reunião será: Quinta-feira: 31/maio / 2012, as 07:00 PM
Schrafft's Center
Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129                                                      
O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square


 



31 de mar. de 2012

Reunião de #17: Quinta-feira, 29 de março de 2012

Essa reunião foi um sucesso total. O grupo ganhou a presença de 8 novas mães, essa palestra foi dividida em duas partes. A primeira parte sobre depressão foi conduzida por nossa psicóloga Ana Henrichs, e a segunda parte sobre auto-estima foi conduzida pela Rhea Smith.
O tema foi: Depressão/ Auto-Estima
Você acabou de receber o diagnóstico de seu filho. E resultou que ele possui alguma necessidade especial. Como por exemplo, PDD-NOS; Autismo; Asperger; ou qualquer outra denominação. O que isso causa para você e na vida da sua família?
Depressão!!! E agora, onde encontrar ajuda? Existe um ponto em comum, todas nós recebemos uma notícia desagradável. Com isso é necessário mudança, mas enquanto.  Não alcancemos a mudança nós passamos por 5 estágios:

Negação, Raiva, Barganha, Depressão e Aceitação.
Esse foi o ponto de partida da nossa palestra.
Os 5 estágios de Kluber-Ross:
Esses estágios são importantes, é o modo natural de enfrentarmos os desafios. O que não pode ocorrer é você parar na negação.

Negação: É quando a pessoa nega estar passando por aquele sofrimento. Isso não é verdade.
Frases comuns:
Eu não acredito que isso esta acontecendo, isso não pode ser certo.
Ele tem só um pequeno atraso, o resto ele é saudável.
Ou você não conta para ninguém no Brasil.
Este fato de omitir aos familiares que a criança tem autismo ou qualquer outra deficiência já indica que você esta na negação.

Raiva: Quando fica impossível negar, vem a fase da revolta e do ressentimento. Essa fase é quando você começa com os porquês?
Frases comuns:
Porque comigo?
Porque não para outra pessoa?
Porque isso esta acontecendo comigo, eu sempre fui tão boa para merecer isso?
Tomar cuidado com essa fase que traz a culpa. Culpar a sim próprio, ou culpar o outro.

Barganha: Esse é o estagio da negociação, onde é muito comum buscamos a espiritualidade.
Frases comuns:
- Se Deus curar eu prometo que...
- Eu encontrei um medico maravilhoso, que já trabalhou com muita gente famosa...
- Eu descobri essa terapia que é revolucionaria esta fazendo milagres. Eu já ouvi falar dos resultados e assisti ate os vídeos.
- Essa é uma fase onde se costuma pesar muito no bolso. Os pais gastam muito dinheiro buscado encontrar uma solução ou em busca de uma cura milagrosa. É preciso muito cuidado!!!

Depressão: É a fase que apresenta um sofrimento intenso, a pessoa pode mostrar sinais depressivos significativos.
Frases comuns:
- Eu não consigo enfrentar isso;
- Não posso fazer minha família passar por isso;
- O que será de mim, do meu filho e da minha família;
- Aonde que eu errei
- Eu estou tão triste que não encontro forças para me preocupar com outra coisa

Aceitação: É a superação dos outros estágios, traz junto com ela uma grande paz e tranqüilidade. Infelizmente nem todos chegam nessa fase.  A pessoa compreende que a doença/desordem é inevitável e aceita. Fase onde se inicia a mudança.
Frases comuns:
- O que posso fazer para ajudar meu filho e melhorar a vida da minha família.
- Tudo vai acabar bem.
 Vou ligar para Ana/ Rhea e pedir ajuda?
Estas informações foi extraida a partir de materiais psicóloga Ana Henrichs.

Como encontrar a auto-estima?
Quando você alcança o estagio da aceitação a auto-estima vem naturalmente. Você acaba aceitando seu filho como ele é. Isso não quer dizer ficar de braços cruzados. É exatamente o contrário. Você decide ir à luta por ele. E essa decisão exige um grande esforço, mas ela vem junto com muitas vitórias.
O prazer de viver, o amor, e a força que move uma mãe a defender seu filho. Todos esses sentimentos estão dentro de nós. O difícil é encontrá-los e trazer-los para fora. Tudo isso são ferramentas para o desenvolvimento emocional e crescimento intelectual sendo assim estreitando os laços familiares. Enfrentar os desafios em famílias é prova mais forte para a conquista da superação. Você e sua criança só serão beneficiadas se encontrarem esse caminho! Busque um ideal, trace metas, tenha um objetivo.
A necessidade especial da criança será motivo de superação, com o fortalecimento da auto-estima. A criança se desenvolve e torna-se um adulto feliz, forte e capaz. É necessário ajudar essa criança a descobrir qual é o seu talento, assim ela sozinha encontrará o sucesso. Eu acredito que não importa qual é a deficiência, toda criança é capaz de aprender alguma coisa, e um dia vamos ser muito orgulhosos deles. Essas crianças serão grande motivo de inspiração para muitas pessoas.

Obrigada ao apoio profissional:
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.
Obrigada a presença das mães: Andiara Oliveira, Áurea Dias, Cristina Oliveira, Denise Consoli, Elisangela Nascimento, Fernanda Rocha, Kelly Cianflone, Marlene Batista, Micheline Costa, Monica da Silva Vieira, Silvania Cantarino, Paula Rocha, Renata Silvano.
Obrigada a participação especial:
Neusa Faria (minha mãe).

A próxima reunião será: Quinta-feira: 26 /abril / 2012, as 07:00 PM
Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129
O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square


 

26 de fev. de 2012

Reunião de #16: Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Essa reunião foi um sucesso! O grupo ganhou a presença de 2 novas mães.
Foi uma reunião informal com perguntas, respostas, testemunhos das mães, e esclarecimentos dos profissionais.
Abrimos a reunião de uma forma muito especial, com a presença da Dra.Márcia Dworkind, médica pediatra, que veio especialmente da Clinica Harvard Vanguard, em Sommerville, MA.
A Dra. Márcia gostou muito do nosso grupo, se encantou, ficou extremamente envolvida, e emocionada com o depoimento de cada uma das mães, que decidiu dar-nos outra oportunidade e vir novamente para a nossa reunião. Ela quer desenvolver tópicos e dar mais esclarecimentos a nós mães que convivemos com tantos desafios diários. Obrigada Dra. Márcia pelo carinho e atenção.

Biografia: Dra Márcia Dworkind recebeu seu Bacharelado na faculdade de Medicina Suny Downstate Medical Center College of Medicina Brooklyn, NY Estados Unidos. Formou-se em 1987 com mais de 25 anos de experiência. Mestrado em Medicina Pediatra na Universidade de Medicina em Connecticuit. Estagio no Hospital University Conn Health Center Farmington. Certificada no quadro de pediatras americano. Atualmente a Dra. Márcia atende na Clinica Harvard Vanguard Medical Associates, localizada na 40 Holland St. Somerville, Ma 02144.

Inicio da Reunião:
A Dra Márcia iniciou sua apresentação com uma pergunta muito interessante:
Para as mães que já conseguiram um diagnostico para sua criança, foi com a ajuda e a participação do pediatra?
No meu caso foi muito fácil eu conseguir um diagnostico, eu estava em uma consulta de rotina com a Dra Márcia que é pediatra dos meus filhos. E no momento em que ela começou a fazer perguntas sobre o desenvolvimento do Lucas, eu demonstrei preocupação, porque ele não estava se desenvolvendo naturalmente como as crianças da idade dele. Ele tinha um pequeno atraso na fala. Foi nesse momento em que a Dra se reunião com outros profissionais que estavam trabalhando naquele dia, e decidiu fazer o encaminhamento dele para uma psicóloga. Foi uma medida de cautela e prevenção. Eu não imaginava que ele era autista, porque ele era muito pequeno, eu sabia que algo estava errado, só não sabia o que era, pois ele tinha apenas 14 meses. Hoje ele tem 5 anos. Eu fico muito feliz de ter conseguido o diagnostico e tratamento para ele tão cedo. Porque hoje isso já fez muita diferença. Ele já fala, e interage com outras crianças. Tudo isso só foi possível porque eu recebi apoio da pediatra, ela me ouviu com atenção, e deu solução para as minhas preocupações. Mas nem todas as mães têm essa sorte. Muitas delas têm a historia contraria da minha. Por exemplo:
Quando elas dizem ao pediatra que estão preocupadas com as crianças, alguns profissionais tendem a dizer para não se preocuparem, que esta tudo bem, e que cada criança tem seu tempo de desenvolvimento.
Eu concordo com essa frase, o que eu não concordo é não verificar se realmente esta tudo bem com a criança. Fazer um encaminhamento para um especialista é muito importante, talvez seja a diferença que ira ajudar a criança a se desenvolver. Como se diz um ditado popular muito antigo:
“Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém”
E seria bem isso que algumas mulheres guerreiras do nosso grupo travaram uma batalha contra o pediatra, em busca de uma solução as duvidas delas. Algumas tiveram que pagar do próprio bolso para um especialista, porque não foi feito o encaminhamento do pediatra. Muito bem mães, hoje vocês seguiram seus instintos maternos e puder ajudar ao filho de vocês a receber um tratamento adequado. Parabéns a cada reunião eu admiro mais cada uma de vocês.
Existe também outro lado. O lado do pediatra em que, tenta dizer aos pais:
-“Eu estou preocupada com seu filho”! Mas, certos pais não estão dispostos a ouvir, e a verificar essa preocupação do pediatra, e nesses casos ficam com raiva do profissional, alguns chegam ao ponto de mudar de medico, ate ser atendido por um medico que fale apenas o que eles querem ouvir.
Felizmente, nem sempre é assim, existem casos em que o pediatra alerta aos pais que estão preocupadas, e os pais mesmos tristes e sem acreditar, vão verificar e acabem descobrindo que infelizmente o pediatra tinha razão.
Algumas mães após essa retrospectiva agradecem aquele momento naquela consulta em que foram alertadas pelo pediatra. Não é fácil, ninguém quer ouvir que existe algo de errado com seu filho.
A mensagem que eu gostaria de deixar é:
Não importa o que você acredite, às vezes temos dentro de nós sentimentos misturados que não nos deixar enxergar a verdade. Por amor aos nossos filhos não vemos nada de errado com eles. Mas esses sentimentos não podem passar por cima do lado racional. É necessário investigar tudo que esta ao redor dos nossos filhos. O que eu costumo dizer, quanto mais cedo diagnosticado e receber o tratamento adequado, melhor será para essa criança. E algumas crianças chegam a se adaptar e se desenvolver muito bem. Um período muito importante para o desenvolvimento infantil é dos 3 aos 5 anos de idade, é crucial que a criança receba total apoio nesse período. Pensem nisso, não tomem decisões sozinhas. Decidam em família, com a opinião do seu marido e busquem sempre o apoio profissional. O nosso grupo esta aqui para ajudar você, a resolver suas preocupações. Muitas mães que participam, não possuem um diagnostico, apenas estão preocupadas, com o comportamento, e desenvolvimento de suas crianças. O grupo não é capaz de diagnosticar ninguém, mas ajuda as mães a buscar a solução, para todos seus problemas. E faz o acompanhamento e ajuda emocional para as mães que estão presentes. ’
Obrigada ao apoio profissional:
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.
Obrigada a presença das mães:
Andiara Oliveira, Ana Sarnaglia, Cristina Matos, Cristina Oliveira, Kelly Cianflone, Mariângela Sampaio, Neuza Antunes, Noêmia Bueno, Rita Mota, Vanessa Datollo, Vanilde Ferreira, Virginia Freitas e Fernanda Rocha.


Obrigada a participação especial:
Neusa Faria (minha mãe).


A próxima reunião será: Quinta-feira: 29 /março / 2012, as 07:00 PM


Local: The Schrafft Center, 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3, Charlestown, MA 02129
O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação.
Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square
Por favor, confirme sua presença.
Fernanda Rocha (617)580-3479