Páginas

24 de jan. de 2013

Reunião de #26: Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012

Essa reunião foi extraordinária. O tema foi: Inteligência Emocional. Ganhamos um grande presente, foi imperdível. Quem veio aprendeu sobre mudanças neurais, química da motivação e participou em única oportunidade da palestra voluntária e totalmente gratuita com Dr. Paulo Abreu PHD, ele se emocionou com a situação das mães e resolveu abrir uma exceção na sua agenda para atender-nos.

Biografia: Dr. Paulo Abreu PHD, ele é pastor mora na Florida e trabalha dando seminários e curso nas principais capitais do Brasil, Estados Unidos, Europa e África.
Sobre inteligência emocional. Seus programas de treinamento, aconselhamentos e desenvolvimento Humano são para transformação de vida. Você pode mudar sua vida e experimentar o sucesso em todas as áreas. Principalmente na área Familiar. Seus estudos são baseados em Inteligência emocional e neurociência.

“Neurociência é a ciência que estuda o funcionamento do sistema nervoso.”

A inteligência emocional é importante porque ira lhe ensinar a como lidar com suas emoções. Todos nós passamos por problemas, não temos como evitá-los porque fazem parte da nossa vida. O que faz a diferença é como você reage a esses problemas. Você vai aprender a ter controle das emoções. Quando as pessoas passam por preocupações e não sabem como lidar com suas emoções o cérebro vai reagir como forma de defesa exalando uma química ruim, são toxinas que o cérebro libera que vai prejudicar partes do organismo causando problemas emocionais como também desenvolvendo doenças físicas. Dr. Paulo nos ensinou algumas técnicas e exercícios dinâmicos a como ter controle das emoções reagindo de forma positiva diante das preocupações e situações difíceis da vida.

Para saber mais sobre nosso palestrante acesse o link abaixo:
Segundo Dr. Paulo, ele parte do principio criacionista “Que nós fomos criados semelhantes a Deus.” Entende-se então, que o cérebro foi programado para algo especial e que a vida foi feita com um propósito especial. Ate mesmo uma criança especial veio com um propósito por que Deus é Senhor e Soberano. Um filho especial exige muito trabalho e uma grande demanda do sistema nervoso emocional.
A nossa palestra foi muito interessante e baseou-se em:
Filipenses 4:4-9
Paulo nos dá comando e diretrizes para a motivação.
1.      Alegrai-vos sempre
2.      Sejam moderados
3.      Não andeis ansiosos de coisa alguma
4.      Guardem os vossos corações e mentes
5.      Provoquem uma metanóia (transformação)
6.      Pratiquem o que aprendem
Assim o DEUS da paz estará com você!
 
Vivemos em uma sociedade que é extremamente preconceituosa e cruel com as diferenças. Muitas crianças especiais sofrem por rejeição e por sentir-se diferente ou ser excluído. Essas crianças correm um grande risco de quando tornarem-se adolescentes envolverem-se com drogas como uma forma de fuga de todas suas dores emocionais, buscando solucionar seus problemas.
Somente há duas maneiras da alegria e a motivação acontecerem na nossa vida:
 ®    De dentro para fora / De fora para dentro

 “Somos as únicas criatura da Terra capazes de mudar nossa biologia pelo o que pensamos e sentimos.”
Nós seres humanos que vivemos num mundo muitas vezes cruel, egocêntrico, escravagista não favorável para que nossos pensamentos sejam sempre positivos. Com isso a gente pensa em tudo que não é bom, em tudo que não é agradável, em tudo que não vai dar certo, tudo que é impossível e depois quer viver uma vida maravilhosa.
Nossas células nervosas estão constantemente “bisbilhotando” os nossos pensamentos e modificando a nossa biologia. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico. Pesquisas mostram que 85% das doenças são causadas de fundo emocional e psicossomáticas, ao organismo. A causa primaria do câncer pode ser emocional.
Formula do Comportamento humano:
®    Pensamento produz a Imaginação
®    Imaginação produz o Sentimento
®    Sentimento produz o Comportamento
Pensamentos ruins geram imaginações negativas e trazem uma serie de sentimentos como tristeza, frustração, decepção, ansiedade, insegurança, desanimo, mal - humor.

A grande maioria das pessoas tem sentimentos e pensam que ninguém tem nada haver com a vida delas, e elas têm o direito de ficar do jeito que elas querem inclusive de mal - humor. Isso não é verdade. Quando estamos em um ambiente onde há um mal-humorado, você vai presenciar um lugar pesado, ruim e desagradável.
Existe uma maquina detector de neutrinos chamado magnometrono. Ela mede a velocidade e força dos neutrinos. Após medir uma pessoa contaminada, observou que os neutrinos atravessam por essa pessoa e atingem outras pessoas ao redor dela num raio de 4 m de circunferência.
Neutrino é a menor partícula de um átomo os neutrinos são mais rápidos que a luz e se movem no ar, no espaço, e tem a capacidade de passar através da matéria.
Nós somos matérias, somos átomos, somos condutores de energia. Os neutrinos passam através das pessoas. Nossa vida muda a partir de cada pensamento que colocamos em nossa cabeça. Você pode reprogramar a sua mente, aprenda a controlar seus pensamentos ruins. Não permita que sua mente se ocupe com pensamentos negativos.
Todo e qualquer sentimento ruim ou negativo que uma pessoa tem ela contamina o ambiente em que ela esta, atinge as pessoas ao redor dela mudando a biologia das pessoas. Isso é muito serio! Da mesma maneira que somos condutores elétricos de coisas negativas somos também condutores de coisas positivas. Por isso que é necessária a produção da alegria que conduz energia positiva, pois ela também contagia o ambiente.
Exemplo: Uma mãe irritada como comportamento do filho. Os neutrinos dela vão atingir e contaminar a crianças.  Quando essa mãe procura nossa ajuda porque não agüenta mais o comportamento do filho. O que a gente faz é uma entrevista com a mãe para saber o que esta gerando todo aquele comportamento, e a gente ajuda a mãe a mudar a sua atitude e o que acontece com a criança? Ela muda, porque ela é reflexo do pai e reflexo da mãe. A maneira de que são trabalhados os pais e mudam as atitudes dos pais, os filhos mudam também.
Outro exemplo: Nas escolas americanas, se uma criança subitamente começar a ter notas ruins o conselheiro da escola imediatamente identifica que aquela criança esta enfrentando problemas em casa e chama os responsáveis pela criança para saber o que esta acontecendo?

“A alegria e a realização nos mantêm saudáveis e prolonga a vida”
Temos que ter sonhos e planos. Principalmente pais de crianças com necessidades especiais não planejam muito passeios viagens pelo trabalho que vai dar. Então aquele que não planeja não realiza. A pessoa que não realiza não tem muita satisfação e muito pior não consegue prolongar a vida saudável.
“Suas células estão constantemente processando as experiências e metabolizando de acordo com seus pontos de vistas pessoais.” Segundo o seu ponto de vista, não quer dizer que é verdade. Então, o seu ponto de vista esta alterando o seu comportamento e transformando sua biologia, transformando sua química. Sua química é alterada por seus pensamentos.
A Bíblia diz: “Como o homem imagina ele é...” O nosso organismo reage da maneira que a gente vive a vida.
A química: Quem esta deprimida por causa da perda do emprego projeta tristeza por toda parte do corpo, a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduzem, o nível de hormônio abaixa, o ciclo de sono é interrompido, e os receptores neuropetidicos da superfície externa das células da pele tornan-se distorcidos, as plaquetas de sanguíneas torna, mas viçosas, e, mas propensas em formar dolos e ate suas lagrimas contem traços químicos diferente das lagrimas de alegria
Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontrar uma nova posição (mental é quando voce aprende a controlar os seus pensamentos). Isso reforça a grande necessidade de usar a nossa consciência para criar os focos que realmente desejamos.
“Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos”
Quer saber como esta seu corpo hoje? Lembre-se do que pensou ontem.
Quer saber como estará seu corpo amanha, olhe seus pensamentos hoje.
“Não existe pessoa feia, existe pessoa com a alma ferida, magoada e triste, mas no momento em que ela é curada ela se transforma porque ela vai à raiz de seu próprio problema”.
Química ruim é toxina e, faz mal para o organismo e provocam danos a sua saúde. Tudo isso acontece de dentro para fora, é muito difícil mudar os sentimentos. Nós precisamos treinar nossos pensamentos com técnicas.
Neurofisiologia- Talvez você não consiga mudar seu pensamento imediatamente, e pensou em algo ruim. Seu cérebro envia imediatamente toxinas para seu organismo. E com isso você passa a sentir- se mal.
Exercício de fora para dentro: Pegue um espelho olhe para ele e de um sorriso enorme, segure esses sorriso por 2minutos. O que acontece é que seu sistema nervoso central enviou mensagens dos seus pensamentos ao seu cérebro de que você estava triste, imediatamente ele começou a produzir toxinas...  No momento em que você fez esse exercício. O cérebro percebe que necessita mudar sua química. Então, imediatamente ele para de liberar toxinas, pois começou a receber comandos do seu corpo, ou seja, da sua fisiologia de que você esta alegre. Todos os músculos do seu rosto enviam mensagens de que você esta feliz.
5 níveis de sentimentos: ira, raiva, ódio, amargura e raiz de amargura.
Perdoe na hora quando alguém te magoa... Eu declaro perdão em nome de Jesus e fala o nome da pessoa. E diga eu te abençoou...
Aprenda e passe a viver dessa maneira e pratique alegria dessa forma que você aprendeu!!!
 “Esse estudo foi retirado do material do Dr. Paulo Abreu”

Obrigada ao apoio profissional: 
Rhea Smith: Ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.
Obrigada a presença das mães:
Áurea Dias, Alice Pinto, Alexandre Silva, Cristina Oliveira, Cristina Matos, Cimara Cavalcamte, Célio da Silva, Dayane Nietto, Elaine Sousa, Fabiana Silva, Fernanda Rocha, Gilmar Pinto, Josiane Domiciano, Kátia de Medeiros, Luciana Oliveira, Marlene Batista, Noêmia Bueno, Renata Silvano, Sibia Keila, Vanilde Ferreira.
 A próxima reunião será: Sexta-feira: 25 / Janeiro / 2013, as 07:00 PM
 
 
 
 

15 de jan. de 2013

Reunião de #25: Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012

Essa reunião foi o Tema: IEP Clinico.  
O tema IEP sempre fará parte da nossa agenda de palestras, já tratamos desse assunto em reuniões anteriores de #3, #11 e atual de #25. Abordamos nesta matéria outro ponto muito importante antecedente da reunião de IEP, que quase nunca é levado em consideração, que seria a necessidade de preparar-se para a reunião.
®    Como se preparar para a reunião de IEP de sua criança?
Estamos vivendo numa época em que as escolas estão lidando com orçamentos cada vez mais reduzidos, poucos recursos e ainda precisam descobrir uma maneira de como educar um número cada vez maior de crianças. Esta situação é agravada pelo fato de que as turmas estão aumentando e superlotando as escolas, e o numero de professores credenciados diminuindo devido a demissões. Assim como todas as outras áreas da educação, os Distritos Escolares estão tentando descobrir maneiras de cortar custos também em Educação Especial. Mesmo que o custo não pode ser um fator na determinação de serviços para um Programa de Educação Individualizada (IEP), as crianças que recebem os serviços apropriados são aquelas cujos pais são educados e preparados a participar de uma reunião de IEP. Isso torna ainda mais importante estar preparado para a sua próxima reunião.
Este artigo irá ajudá-lo a realmente se preparar para a sua próxima reunião de IEP.

Antes da sua reunião releia o IEP do ano passado prestando atenção às necessidades, os níveis atuais de progressos, acomodações / modificações, metas e serviços. Se você acha que seu filho esta apresentando uma nova área suspeita de deficiência ou você precisa de uma atualização sobre os níveis de habilidade ou de uma deficiência. Este é o momento para solicitar uma nova avaliação. O distrito escolar, geralmente, só atualiza avaliações formais a cada três anos para o IEP trienal a menos que seja solicitado pelo pai para ser feito anualmente. Certifique-se que o pedido de avaliação seja feita em uma carta que você leve em mãos pessoalmente para a escola. Lembre-se que toda a comunicação escrita e verbal deve ser profissional em tom e conteúdo. Tente não ser emocional ou hostil.

Nunca vá sozinho. Sempre leve alguém com você. Peça a uma amiga que conhece você e seu filho.  Com o objetivo de fazer anotações durante a reunião e dar apoio emocional.

Escreva um “relatório de mãe”. Todos os profissionais vão escrever um relatório. Então o seu relatório também deve ter voz e ser incluído nos arquivos de seu filho. Escreva uma introdução da sua visão geral sobre sua criança, prepare uma lista detalhada dos pontos fortes e fracos de sua criança.  Incluindo itens do interesse de seu filho como: Passatempos, o comportamento em casa, relacionamento com a família e amigos, e o que você acha que são as suas maiores necessidades e suas deficiências. Anote perguntas ou preocupações que você possa ter sobre avaliações atuais ou relatórios escolares. Certifique-se de perguntar como é a atuação de seu filho, com os colegas de classe.

Escolha as metas que você considera mais importantes em habilidades, estratégias para programar e trabalhar com sua criança.  Faça uma lista de perguntas que você poderia querer saber sobre o progresso que seu filho(a) fez em ultrapassar essas metas. As metas do ano passado foram alcançadas? Devem continuar ou ser excluído para o próximo ano? Anote algumas metas que você gostaria de ver o seu filho alcançar no próximo ano. Isso ajuda a estreitar o foco, como também permite a todos os membros da equipe a permanecer no alvo.

Prepare uma declaração de visão. Escreva uma visão de como você imagina o seu filho para os próximos três anos. Como você idealiza que seja o progresso de sua criança. Quais as habilidades que você gostaria que seu filho (a) desempenhe? Seja específico. Que comportamentos que você gostaria de ver melhorado?  O seu filho necessita de alguma avaliação especifica? Quais são suas principais preocupações com sua criança? Onde serão aplicados os serviços de educação especial, na sala de aula com crianças regulares, ou em sala separada? As metas são adequadas para a idade, grau e sala do seu filho? Esteja preparado para pedir serviços do programa de verão para o seu filho (a).
Todas as decisões sobre a colocação, etc., devem refletir essa visão.


Pedir todos os relatórios de avaliações que a escola fez em sua criança com mínimo de 24 horas de antecedência da reunião. Para que você tenha tempo de se preparar.

Pedir relatórios dos serviços privados. Se sua criança receber algum tipo de serviços privados (Speech, OT, ABA, psicólogo, etc.) pedirem-lhes para escrever um relatório ou uma carta de recomendação para você apresentar na reunião. Esteja preparado para apoiar as suas idéias e pedidos. Traga cópias de quaisquer avaliações recentes ou informações médicas com você. Também trazer amostras do trabalho do seu filho que você acredita que indicam pontos fortes e necessidades de melhoria. Se o seu filho está envolvido em quaisquer atividades comunitárias ou de trabalho, levar cópias das avaliações ou cartas de supervisores.
Peça permissão para gravar a reunião. Você precisa dizer a equipe com antecedência para que eles possam também gravá-la. Isto é especialmente importante para as reuniões difíceis com muita disputa entre as partes.

Pergunte na reunião que outras avaliações o Distrito Escolar oferece?  Deixe um Termo de Consentimento assinado para permitir que seu filho seja avaliado. Avaliações importantes adicionais a serem feitas na sua criança podem incluir:
Avaliação de Comunicação Aumentativa (Augmentative Communication Assessment)
Avaliação de Comportamento Funcional (Functional Behavior Assessment)
Avaliação da integração sensorial (Sensory Integration Assessment)

Decida quantas vezes você precisa de relatórios de progresso.
Você sente que você tem sido adequadamente informados do progresso do seu filho ao longo do ano? O que é necessário para que você sinta-se que está devidamente informado? Estabelecer um sistema de comunicação efetiva entre os pais e os professores. Poderia usar escritos comunicados diários, e-mails ou telefonemas.


 Se organize e prepare-se para sua próxima reunião de IEP. Organize seus materiais, de modo que você possa encontrar informações e documentos facilmente. Anote suas dúvidas, sugestões e pratique seus comentários antes da reunião. Siga o plano que você desenvolveu passar sistematicamente por cada dúvida, preocupação ou comentar incluído no plano que você desenvolveu. Seja positivo e objetivo, mas não passivo. Agradeça aos participantes. Certifique-se de obter uma cópia do resumo da reunião de IEP para levar para casa com você. Depois de pronto e entregue o IEP, você tem 30 dias para assiná-lo e mandá-lo de volta.

Converse com outras mães e organizações como o nosso grupo de mães para estar bem informado/preparado com total domínio de seus direitos. Participe de todos os treinamentos sobre IEP, e Direitos básicos em Educação Especial realizados na Federação para Crianças com Necessidades Especiais. Não deixe de participar da Conferencia anual da Federação.

Obrigada ao apoio profissional:                                                                                  
Rhea Smith: Ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.

Obrigada a presença das mães:                                                                               
Cristina Matos, Dayane Nietto, Fabiana Silva, Fernanda Rocha, Gloria Pinto, Josiane Domiciano, Noêmia Bueno, Perla Moraes, Raquel Cruz, Sara Negrini, Vanilde Ferreira.

Obrigada a presença do pai:
Edson da Silva                                       
                                                                                                                                                                             
A próxima reunião será: Terça-feira: 11 / Dezembro / 2012, as 07:00 PM
Local: 529Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129. O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square

 

 

14 de nov. de 2012

Reunião de #24: Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012

Essa reunião foi maravilhosa. Tema: A história de Mike Mayes 
Sua jornada, esforço, superação e sucesso.
Apresentação foi conduzida pelo próprio Mike e sua mãe Catherine Mayes.
Pela primeira vez na história do nosso grupo pudemos ver através dos olhos de uma pessoa que tem autismo e fez um grande esforço para superar sua condição e o fundamental apoio de sua família em todo esse processo.

Segundo Mike,
Foi diagnosticado com autismo aos 18 meses de idade no Hospital Infantil. Começou a falar apos os 7 anos de idade. O distrito escolar em que ele vivia não acreditava que ele poderia aprender e enviou-o para outra Escola em Marshfield. La ele teve uma assessora maravilhosa, a Sra. Ridge, ela acreditava que ele pudesse aprender e ajudou-o. Com o apoio dela ele passou a sentir-se melhor e a entender o que as pessoas queriam dizer a ele.

Outra coisa que fez uma grande diferença, ensinando-lhe habilidades sociais e deu-lhe confiança, foi quando tinha 4 anos ele foi jogar beisebol no South Shore beisebol. Ele não falava e eu não sabia como fazer as pessoas a prestar atenção nele. As crianças cortavam frente dele nas filas, mas Frank Niles o Presidente do Clube, olhou para ele e ajudou-o a encontrar o seu lugar. Jack Larkin, o treinador estreante prestou atenção em cada criança e fez com que cada uma sentisse-se importante. Mike estava feliz porque alguém acreditou nele. Quando ele estava no segundo ano na Escola Secundária ele tornou-se um treinador no clube. Ele adorava ajudar as crianças a aprender a jogar beisebol. Provavelmente, a maior influência na sua vida, além dos seus pais foi South Shore beisebol. Ele fez o melhor que podia, porque é isso que as pessoas esperam dele.
Na terceira série ele percebeu era diferente, e que falar com outras pessoas era muito difícil para ele. Também notou que algumas pessoas a volta dele julgam que ele não era muito inteligente. Essa situação era muito constrangedora para ele. Com isso ele não queria falar e foi tornando-se cada vez mais tímido. Ele sentia-se muito frustrado. A escola nunca foi fácil. Algumas vezes ele desanimou, sentiu raiva e surtou. Tudo para ele era muito difícil, falar com as pessoas, tentar a aprender na escola e sofrer bullying. Mas com a determinação em provar que as pessoas estavam erradas ele nunca deixou de lutar.
Todas as noites teu pai o ensinava para ajudar-lhe a ter boas notas. Ele estudava muito. Ele diz que na opinião das escolas, os pais de crianças com autismo exigem que elas trabalhem muito duro. Mas ele discorda. E provou que trabalhar duro é necessário para superação e sucesso.
Mike lembra-se de quando estudava no time de futebol do colégio que foi um grande desafio para ele, por sofrer bullying das crianças e treinadores que não acreditavam nele. Mas ele teve a sorte de ter amigos corajosos que se levantaram contra para defendê-lo.
Sua mãe e seu pai ajudaram-lhe a acreditar que ele poderia fazer o tudo o que ele queria.
Andar a cavalo, jogar beisebol e ser um escoteiro ajudou-o muito, com isso ele entendeu que pertencia a um grupo especial de crianças.
Hoje ele esta no ultimo ano na Faculdade de Mitchell. Trabalhou como estagiário na Fundação Flutie, e no verão como treinador na South Shore Beisebol Clube para 5, 6 e 7 anos de idade. A Faculdade foi surpreendentemente é mais fácil do que foi colegial. Ele estuda Coordenação Esportiva. Ninguém mais faz bullying com ele. Se eles fizerem isso, Mike diz para eles recuar e eles recuam. Também sua altura e seu porte favorecem sua atitude.
Freqüentou a grupos sociais no Centro Ely com Pam e Gordon Martins Amy. Onde aprendeu habilidades sociais e como ler a linguagem corporal e como observar o comportamento de outras pessoas.
Mike fez parte do Primeiro Conselho de Juventude Estadual do Governador Patrick Deval em Massachusetts. Ele ajudou na elaboração de leis do projeto anti-bullying. Seu apoio foi fundamental aos senadores e representantes para entender o que é bullying e como é para os alunos com deficiência a fim de votar a favor sobre leis conta-bullyning. Participar desse projeto também foi fundamental para fortalecer a tua auto-estima, La ele descobriu o sentido da amizade, aprendeu a confiar nas pessoas e não sentiu se julgado, por ter autismo, e sim respeitado por quem ele é. A maior parte das pessoas que participaram do Conselho da Juventude teve algum problema que tiveram que superar.
Na época que ele estava na escola era muito difícil. As pessoas às vezes fingiam serem amigos a fim de tirar vantagens, mas isso não acontece mais. Mike é muito esperto e consegue entender as pessoas. Percebe quando alguém é teu amigo, quando esta tentando usar-lhe ou sendo desprezível. Por ter amigos de verdade ele pode fazer essa distinção.

Mike gostaria de fazer a diferença, especialmente na vida de pessoas que têm de deficiências de aprendizagem. Ajudando-os acreditar que eles podem fazer a diferença, e provar que todos os julgam estavam errados.
Gosta de ser independente, dirigir seu próprio carro, estar com meus amigos da faculdade, e estar com tua linda namorada, Tammi.
Para o futuro Mike espera que apos sua graduação ele consiga um emprego onde ele possa ajudar as pessoas com deficiência a encontrarem seus pontos fortes.

Outro ponto muito importante no depoimento de Mike foi quando ele falou sobre a importância da Inclusão. Ele disse:
“Não vai ser nada fácil, seus filhos e filhas vão passar por períodos difíceis, mas na opinião dele a criança precisa ir para a escola pública, isso irá torná-lo mais forte, essa experiência vai ensiná-lo a como aprender a se defender. Apenas certifique se de que ela tem o apoio correto e necessário.
Foi muito difícil quando ele era mais jovem, mas agora há leis que protegem a criança contra Bullying.”
Com o apoio da assessora, a Sra. Ridge, Mike passou a entender as crianças. Ela ensinou a ele perceber quando uma criança estava sendo malvada. As crianças eram sorrateiras, elas esperavam a oportunidade dele estar sozinho para intimidá-lo.
Jason e Mike eram alvos. Jason tem Asperger e Mike autismo.
O que foi positivo?
Ter amigos, jogar baisebal e ser escoteiro. Sua mãe foi uma das líderes de escoteiros, e seu pai era um dos treinadores de beisebol. Os pais de Mike trabalharam muito para me ajudá-lo a integra-se e fazer parte da escola e da comunidade
O que foi negativo?
Foi devastador ver o melhor amigo Zack mudar-se para Florida.
Sentir-se diferente!
Conhecer pessoas que o subestimou

O que foi importante?
O diagnóstico precoce
Serviços intensivos de intervenção
Programação escolar com pessoas que sabiam o que fazer
Persistência e bons profissionais para apoiar
Pessoas respeitando Mike por seus pontos fortes
Educando as escolas, fazer parte do PAC.
Esportes, atividades onde Mike poderia participar interagindo com os colegas
Conselho da Juventude

Segundo tua mãe Catherine Mayes:
A coisa mais importante na opinião de Catherine é para nós mães acreditarmos em nossa criança e ajudar a provar para o mundo o potencial dela, esse é nosso trabalho mostrar ao resto do mundo o que nossa criança pode fazer e não por foco no que ele não é capaz de fazer
O que fez a diferença foi o diagnostico precoce. Uma amiga do trabalho era casada com um pediatra do desenvolvimento do Hospital Infantil, e em uma semana, Mike teve sua avaliação, e com apenas18 meses de idade teve o diagnóstico de Autismo. O grande diferencial foi que Catherine deu atenção ao conselho de uma corajosa amiga que pediu para levar Mike para ser avaliado. Após receber o diagnostico ela sentiu-se aliviada, e imediatamente começou a pedir informações a todos os médicos que ela conhecia a fim de obter respostas. Ela estava obcecada. Catherine afirma que eles tiveram muita sorte. Isso foi a mais de 20 anos atrás.  Ela passou por todas as fases que todas nós passamos. Culpa, medo e busca de informações para ajudar o desenvolvimento de Mike.
Também teve momentos de duvidas muito semelhantes aos nossos.
Será que um dia ele vai falar?  Ele vai ter amigos? Será que ele vai se casar?
Os médicos disseram que não sabiam. Essa resposta foi devastadora na opinião dela.
Mike estava recebendo os serviços de intervenção precoce, onde tinha Terapia Física, Terapia Ocupacional, fonodialoga e seus pais tiveram um consultor educacional por 19 meses.
Junto com alguns pais da intervenção precoce começaram um grupo de apoio aos pais, e com isso compartilhavam informações e contatos, ainda são amigos. Participou de treinamentos na Federação com estudos de formação, workshops, conferências. Informação foi fundamental.
O Programa de Educação Especial da Cidade parecia terrível, então, Mike foi para o programa, Colaborativa intensiva, utilizando tentativas discretas. ABA. Ela Sabia que precisava ter programa intensivo com pessoal especializado e treinado para Mike fazer progressos
Ela pressionou a escola para que ele participasse da integração em classes do ensino regular, com apoio correto de um assessor 1 a 1 muito experiente e dedicado a colaborar para Mike alcançar o currículo.
Na primeira serie Mike foi totalmente incluído em sala de aula regular de ensino fundamental, com a colaboração do programa de autismo.
A família de Mike sempre foi muito presente ativa na escola e na comunidade. Catherine mudou seu trabalho e diminuiu a carga horária a fim de dedicar mais tempo ao seu filho. Hoje ela é uma das
Advocates do MAC e ajuda a outras famílias com crianças com deficiência.

Você pode entrar em contato com Catherine, acessando o site:
http://www.massadvocates.org/
Massachusetts Advocates for Children
25 Kingston Street, 2 andar
Boston, MA 02111

Fone: 617-357-8431
Helpline: 617-357-8431 ext. 224

Email: info@massadvocates.org
Fax: 617-357-8438

Catherine Mayes
Advocate x241
Autism Center
Agradecimento especial:
A Mike e Catherine Mayes. Muitíssimo obrigado. Foi uma honra ao nosso grupo de mães receberem pessoas tão especiais com vocês.
 
Obrigada ao apoio profissional:
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: Ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.
 
Obrigada a presença das mães:
Cristina Oliveira, Dayane Nietto, Dayanna Teixeira, Fernanda Rocha, Monica da Silva Vieira, Raquel Cruz, Rita Mota, Sara Negrini, Vanilde Ferreira, (pai:Carlos Antonio).
A próxima reunião será: Quinta-feira: 29 / Novembro / 2012, as 07:00 PM
Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129. O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square
 



8 de out. de 2012

Reunião de #23: Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012

Essa reunião foi fantástica. O tema: Culpa / Aceitação.  Apresentação foi conduzida pela Psicóloga Ana Henrichs. As mães tiveram a oportunidade ter uma excelente terapia, desabafar, e reencontrar as forças.
Existem dentro de nós mães vários sentimentos misturados, confusão nos pensamentos e muitas perguntas que buscamos respostas.
®    Será que eu estou sendo uma boa mãe?
®    Será que eu fiz o suficiente para minha criança?
®    Será que eu estou fazendo o correto?
®    Será que essa terapia é adequada para minha criança?
®    Será que eu estou dando toda atenção que ela necessita?
®    A escola pede para eu dar medicamento a minha criança, mas se eu recusar eu estou prejudicando o desenvolvimento/ auto-estima dela?
Duvidas faz parte do nosso dia-a-dia, mas essas cobranças geram um sentimento negativo de culpabilidade. Outro fato importante é da nossa cultura onde a mulher é muito cobrada. Há a expectativa de que ela poderia dar conta tranquilamente da casa, trabalho e filhos, o que é impossível, mas mesmo assim ela se sente culpada por não conseguir. Toda mulher tem uma “capa de mulher maravilha” guardada no armário. Ela acha que deveria atender a todos, suprir a todos. Toda mulher tem uma super mãe dentro de si.
Você já deve estar cansada de ouvir de pessoas próximas, amigos, parentes, ou desconhecidos dizerem que sua criança parece que não tem nada, ou que você esta exagerando, que os médicos estão pondo coisas na sua cabeça. Certos comentários precisam ser ignorados por não ter nenhuma base de conhecimento ou não tem nada de positivo neles.
Que fique bem claro que o autismo é um transtorno neurobiológico complexo, que prejudica a capacidade de uma pessoa a se comunicar, desenvolver relações sociais, e é muitas vezes acompanhada de extremos desafios comportamentais. Não há no autismo nenhuma relação com aparência física, pois é um transtorno que atinge a comunicação, socialização e comportamento.
Mas por outro lado existem algumas pessoas que também fazem comentários negativos sobre comportamento de sua criança. Existem também aqueles que costumam rotular ou se atrevem a determinar o que será da vida da sua criança. Ninguém pode ter o conhecimento para definir o futuro de outra pessoa. Ou mesmo criticar as atitudes ou os movimentos estereotipados que são característicos do autismo. Alguns comportamentos são sensoriais, quer dizer o corpo dela necessita daquilo para adquirir o equilíbrio.
Estes comentários inapropriados são prejudiciais tanto para a mãe quanto a criança, se ela for condicionada a achar que ela é bagunceira, inquieta, lerda, teimosa, etc. Esses pensamentos vão condicioná-las a achar que realmente elas são esses adjetivos pejorativos. Agravando mais o problema e baixando a auto-estima da criança.
É necessário muito cuidado, pois esse é um ponto muito serio e delicado. Temos que ser o apoio, e amparo para nossas crianças sempre motivando-las com atitudes otimistas para que elas não se deixem por vencer.
A função do grupo é fortalecer as mães, porque nós não podemos nos anular, devido à opinião das pessoas. Mas para isso temos que estar muito seguras de que estamos fazendo o melhor e que ninguém mais do que você sabe o que é melhor para sua criança.  
Nenhuma pessoa tem a condição de determinar ou de dizer o que sua criança poderá fazer ou ser no futuro. Muitas vezes dentro da nossa própria família são gerados vários conflitos, pois as pessoas têm maneiras diferentes de encarar a deficiência da sua criança. E todos passam de forma diferente por esses cinco estágios emocionais.
  1. Negação (não acreditam que a criança tem uma deficiência)
  2. Raiva (porque comigo?)
  3. Barganha (busca de conhecimento)
  4. Depressão (culpa- o que eu fiz de errado?)
  5. Aceitação (paz interior/mudança)
Culpa: vem sempre de acompanhada de um sentimento de insegurança e incompetência. Sendo assim sentimos culpa de que às vezes não fizemos o suficiente.
Ex: “O filho não está bem na escola. Eu deveria passar mais tempo estudando com ele”.
O julgamento das pessoas também é muito doloroso, é o principal componente para nossa dor é a culpa.
Pensamentos do tipo: “Será que eu falhei?”. “O que eu poderia ter feito?”. “Onde errei?”. São todos pensamentos de indicam fortes culpa.
O sentimento de culpa paralisa, traz medo, incerteza e faz com que a gente sinta que:
“Faça o que fizer nunca será suficiente”.
É muito importante não alimentar sentimentos de culpa, pois podem leva-nos a uma depressão.

Aceitação: Traz uma paz interior e proporciona a mudança, permite que você faça tudo o que está ao seu alcance para mudar a situação.
Aceitação não é conformismo: São dois sentimentos que parecem semelhantes, mas não são, existe uma enorme diferença entre eles.
Conformismo mantém as pessoas conformadas, insatisfeitas e estagnadas em situações que poderiam ser modificadas para melhor.
Existe uma grande diferença entre ter um sentimento de aceitação e ser uma pessoa conformada que cruza os braços e que não faz nada para mudar.
A aceitação é baseada num sentimento de confiança e numa sabedoria interior. Já o conformismo é baseado em sentimentos ligados a baixa auto-estima, sentimentos de não ser capaz ou de não merecer algo melhor.
Normalmente as pessoas confundem o sentido desses dois sentimentos:
“Eu não posso aceitar essa situação porque senão, não farei nada para mudar.”
Quando não aceitamos as coisas como elas são na realidade, criamos um conflito interior que gera tensão e sofrimento. Todos nos sabemos que lutar contra a realidade é inútil.
Quando você não aceita a mudança, a sua vida torna-se dolorosa e provoca-lhe sofrimento. Você necessita fortalecer a sua auto-estima e aprender a dizer não e impor os seus limites.
Sendo assim, mesmo que alguém seja desagradável contigo, você não precisará sentir raiva para tomas atitudes. Você irá agir com tranqüilidade, quer seja afastando-se da pessoa, ou dizendo um não, eu não concordo com sua opinião.
Já o conformismo pode disfarçar se de aceitação, mas é algo bem diferente, pois é baseado também em sentimentos negativos.
A aceitação permite-nos viver em paz e mudar o que pode ser mudado.
Aceitar é sinônimo de liberar o peso, e liberta-nos.

Obrigada ao apoio profissional:                                                                                                      
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: Ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.
Obrigada a presença das mães:
Cristina Oliveira, Fernanda Rocha, Gloria Pinto, Monica Vieira, Perla Moraes, Raquel Cruz, Renata Silvano, Rita Mota, Sara Negrini, Vanilde Ferreira.
A próxima reunião será: Quinta-feira: 25 /Outubro / 2012, as 07:00 PM
Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129. O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square
 

25 de set. de 2012

Reunião de #22: Quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Essa reunião foi novamente muito produtiva. Encerramos o tema: Comportamento. Apresentação foi conduzida pela Psicóloga Ana Henrichs.
Segundo Ana: Após essa apresentação ficou bem claro como identificar o que é comportamento.
Muitas vezes, quando pais procuram um Psicólogo eles dizem: Meu filho é muito levado. E importante lembrar que Levado não é comportamento. O que ele faz para ser levado? Ele corre todo o tempo, ele bate nas pessoas? Correr e bater são comportamentos. É necessário achar as características especificas para definir um comportamento. Somente após você dar dados específicos o Psicólogo será capaz de elaborar um plano comportamental para ajudar sua criança.

Todo e qualquer comportamento acontece por 3 motivos:

  • Chamar atenção
  • Escapar ou evitar uma situação indesejada
  • Obter algo ou alguma coisa
Antes de combater um comportamento indesejado é necessário analisar se realmente ele é problemático para sua criança. Se ele causa algum dano para sua criança.

  • O comportamento pode potencialmente machucar o indivíduo ou outros?
  • Ele interfere com a aprendizagem do indivíduo ou com a de seus colegas?
  • Ele interfere na qualidade de vida diária?
O comportamento tem função comunicativa, então cabe aos pais (que passam a maior parte do tempo com a criança) analisar para descobrir o que aquele comportamento esta querendo dizer?

 A, B, C do comportamento
Só podemos mudar um comportamento se a gente mudar o antecedente e/ ou a conseqüência:

A = Antecedente (o que aconteceu antes do comportamento)
B = Behavior (comportamento) (o que causou o comportamento)
C = Conseqüências (qual foi à conseqüência apos o comportamento)

A que função o comportamento satisfaz?
Ex: aliviar dor, sentir bem, ter atenção, ter amor dos pais, fugirem da responsabilidade, etc.

Condicionamento Clássico
Um bom exemplo seria a criança na escola: Ela tem dois professores, um que ela gosta e um que ela não gosta. O que isso gera. Ela vai gostar da matéria do professor preferido e não vai gostar da matéria do professor indesejado.

 Condicionamento Operante

 
  • E um processo onde damos respostas de forma a obter um beneficio ou a evitar algo desagradável.          
  • Enfatiza a conseqüência.
 
 
 
 
Apresenta
Remove
+
Reforço Positivo
Introduzir alguma coisa agradável
Castigo
Retirar alguma coisa agradável
-
Castigo
Introduzir alguma coisa desagradável
Reforço Negativo
Retirar alguma coisa desagradável

 São 4 possibilidades: São duas palavras chaves e dois sinais + -

  • Apresenta uma coisa positivo / Remove uma coisa positiva
  • Apresenta uma coisa negativa / Remove uma coisa negativa
 Exemplo de cada uma:
Reforço positivo:
Apresenta algo positivo, ex: Os Estados Unidos trabalham muito com o reforço positivo. Principalmente nas escolas. É o famoso “GOOD JOB” tudo que a criança faz de positivo é falado “good job”.

Retira uma coisa desagradável, ex: Você esta caminhando segurando as mãos da sua criança, e ela esta pedindo para você soltar. Então você diz: - Só vou soltar se você se comportar. O que significa isso: Você retira o segurar as mãos que estava causando uma situação desagradável para essa criança.

Reforço negativo:
Culturalmente nós brasileiros crescemos e aprendemos a só utilizar o reforço negativo.
Quando você retira uma coisa agradável “castigo”: sem TV, sem game, não vai sair à noite, etc.
Quando você introduz uma coisa desagradável, “castigo”. Você pode introduzir uma tarefa desagradável para a sua criança como, por exemplo, arrumar o quarto, lavar a louca, etc. Aqui também entra um tópico muito polemico, mas que tema que ser considerado devido à cultura brasileira que e o “castigo físico”.
Aos pais brasileiros que moram nos EUA é necessário um esforço muito grande para quebrar o ciclo do reforço negativo.  Se isso não acontecer gera uma confusão para a criança. Pois enquanto ela esta na escola ela aprende o reforço positivo, e quando volta para casa recebe o reforço negativo. Os pais com sabedoria navegam muito bem nas 2 vertentes: Reforço positivo e negativo ao mesmo tempo para alcançar seu objetivo.

Duas coisas muito importantes são:
Aprendendo a trabalhar com esse quadro você esta apta para mudar qualquer comportamento. Esse quadro funciona muito bem com qualquer criança e com qualquer diagnostico. O que varia é o grau de comprometimento da criança e a atitude dos pais.

Só é possível mudar um comportamento com:
  • Consistência
  • Persistência
É natural e esperado que os pais não consigam ter consistência e persistência, então o trabalho do psicólogo e ajudar esses pais a adquirir novamente o controle da situação.

O ideal é você aplicar o reforço positivo nos comportamentos que você deseja que permaneçam. E aplicar reforço negativo, nos comportamentos que você deseja que desapareçam, ou seja, no castigo você esta ensinando a não fazer enquanto no reforço você esta ensinando a manter aquele comportamento. Então se quero acabar com um comportamento uso do castigo. E se quero manter um comportamento uso do reforço positivo e negativo.

Algumas coisas importantes quando se aplica um reforço ou castigo são:
  • O reforço e o castigo devem ser dados imediatamente.
  • Deve-se explicar qual e o comportamento a ser reforçado ou punido e qual a conseqüência.
  • O Reforço e o Castigo não devem ser fracos nem fortes, mas sim o suficiente.  
Uma forma simples de lembrar como utilizar o quadro e assim:
  • Comportamento que você quer ver mais: Elogia/Reforça
  • Comportamento que você quer que pare: Castigo/Time Out
Dicas para aplicar time out
  • Time Out é um momento sem blábláblá, o que significa ação em silêncio. Na hora do time out não e hora de ficar falando e desabafando com seu filho (a). E hora de agir. Depois do time out e que você explora com a criança o porquê ela ficou de time out e qual o comportamento que você quer ver da próxima vez.
  • Time Out deve ser aplicado imediatamente. Se muito tempo se passar entre o comportamento que você quer acabar e a aplicação do time out, esse passa a não ter não aplicar porque vai ser tempo/esforço perdido.
Ate agora foi falado sobre comportamentos que já existem e se e uns comportamentos que ainda não existe, então estamos falando em criar/modelar um novo comportamento.

Modelar um comportamento novo não tem como reforçar porque ainda não existe, então…
  • Comece com algo bem próximo e reforce a medida que a criança for fazendo progresso
  • Saiba qual o comportamento que deseja modelar porque assim fica mais fácil de criar uma escala de evolução para se reforçar.
  • Defina os passos que vão ser reforçados e nunca se esqueça do que já foi dito anteriormente. Muita persistência e consistência.
Um exemplo simples e criança andar. Assim que o baby consegue ficar de quadro os pais fazem a maior festa começam a colocar os brinquedos favoritos na frente do baby assim ele começa a engatinhar. Depois ela começa a ficar em pe segurando nos moveis e a maior festa acontece de novo, ate que o baby consegue ficar em pe mais ainda não anda sozinho. O que os pais fazem? A mãe geralmente fica na frente chamando pela criança ate que ela da uns passinhos e muita festa, beijos, abraços, foto, vídeo, ligação para a vovó, etc. Isso é exemplo de reforço em cada etapa e muita persistência e consistência.
Esse conteúdo foi do tirado do material de Ana Beatriz Henrichs, LMHC
ABC do Comportamento. Corrigido e aprovado por Ana Henrichs.

Obrigada ao apoio profissional:                                                                                   
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: Ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.

Obrigada a presença das mães: Cristina Matos, Fernanda Rocha, Gloria Pinto, Marlene Batista, Monica da Silva Vieira, Raquel Cruz, Renata Silvano, Sara Negrini, Vanilde Ferreira.

A próxima reunião será: Quinta-feira: 27 /setembro / 2012, as 07:00 PM

Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129. O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square
 

2 de ago. de 2012

Reunião de #21: Quinta-feira, 26 de julho de 2012

Essa reunião não aconteceu na data prevista, foi adiada para a semana seguinte, por motivo de saúde da palestrante. Foi uma reunião muito produtiva, informal e descontraída. Todas as mães presentes puderam ter a oportunidades de tirar suas duvidas com a Psicóloga. E por cumprir uma das diretrizes do nosso grupo, a confidencialidade, não podemos comentar nenhum exemplo falado na reunião.
O Tema: Comportamento esse tema por ser extenso será divido em duas reuniões. Apresentação foi conduzida pela Psicóloga Ana Henrichs, sempre de forma muito objetiva e com seu jeito descontraído nos deu dicas muito valiosas para algumas questões do comportamento diário de nossas crianças. Quem perdeu a primeira parte poderá participar da segunda parte sem prejuízo nenhum e ainda ter uma pequena síntese do que foi trato na primeira reunião.

"Como é difícil educar os filhos, impondo limites e regras numa sociedade tão liberal e com o acesso do mundo pela internet dentro das nossas casas. Para quem tem filhos especiais o desafio é ainda mais difícil. Como saber separar o que é do diagnostico e o que é típico da idade. O segredo é educar com amor respeitando as limitações de cada criança. Buscando sempre ajuda de um profissional."
Para as mães de filhos especiais é necessário ter em mente uma questão bem clara:
O que esperamos para nossos filhos?
Porque a maneira que você enxerga seu filho, será a maneira que o mundo ira enxergar-lo. Se você quer que as pessoas tratem seu filho de maneira natural, comece de você a educá-lo de maneira natural. Sem nenhum privilegio, ou sem dar desculpas para alguns comportamentos inadequados. Pois o mundo não é somente feito de pessoas especiais e precisamos prepara nossas crianças para viver em sociedade, e que nesse convívio existem algumas regras que precisam ser seguidas.
Exemplo mais comum que os pais dão para alguns comportamentos dos filhos:
Se sua criança esta tendo birras ou comportamento inadequados, não dê desculpas!!! Ah! Ela esta com sono, ou esta cansada, não dormiu direito, esta com fome. Todas essas frases nos ajudam a adiar um problema que mais cedo ou mais tarde teremos que resolver. Procure ajuda do nosso grupo de mães, com isso você terá o apoio profissional da nossa psicóloga e recebera ajuda de como acessar a serviços e treinamentos que irão ajudar você a resolver questões diárias.
Para fazer uma analise do comportamento de uma criança com autismo deve ser feita de maneira individualizada e voltada para a história de vida de cada criança. Somente após essa avaliação pode se observar em que contextos a criança apresenta certos comportamentos. A partir deste conhecimento temos base para ensinar e reduzir os comportamentos inadequados que acabam apresentando pela ausência de outros comportamentos adequados aceitos socialmente. Comportamentos apropriados ajudam as crianças na adaptação e inserção social.
Não há limite no aprendizado de uma criança ou em seu diagnóstico, o autismo é um transtorno de origem genética que causa dificuldades e atrasos no desenvolvimento verbal e social.  O profissional a atender essa criança necessita apresentar métodos de ensino especiais, desenvolvidos para o perfil e adequados às dificuldades da criança.
Então, quando a criança não consegue aprender não é porque ela é incapaz, e sim porque há falhas nos métodos e nos procedimentos aplicados, que devem ser revistos até que se alcance as metas do aprendizado.
A intervenção do comportamento nas crianças: 
  • Redução ou extinção de comportamentos inadequados.
  • Ensino de comportamentos adequados. Reforço do comportamento positivo.
Redução ou extinção de comportamentos inadequados:
Os comportamentos inadequados são prejudiciais para a adaptação da criança ao meio social e para sua qualidade de vida. Para diminuir esses comportamentos inadequados o analista do comportamento deve orientar, treinar familiares e profissionais que atuam com a criança a também mudarem certas conseqüências que servem como reforço positivo a comportamentos inadequados.
Exemplo: No momento em que a criança se machuca propositalmente, faz birras para ganhar atenção da mãe, ou obter o acesso a algo de seu interesse. Imediatamente a mãe pega a criança no colo para evitar que ela se machuque. O ato da mãe de carregar a criança passa a ser estímulo de reforço positivo a um comportamento inadequado. 
Se eu quero eliminar comportamentos inadequados mantidos por atenção, uma das coisas a se fazer é aumentar a atenção a comportamentos adequados com abraços, beijos e elogios de hora em hora.
A cultura brasileira tem por forma tradicional para enfraquecer ou extinguir comportamentos inadequados, a utilização da punição “bater, broncas, castigos, etc.” Mas esta não é a melhor alternativa, a punição reduz temporariamente esse comportamento.
A punição gera efeitos prejudiciais e indesejados como medo, insegurança ou fuga para evitar fazer algo. Este tipo de atitude pode eliminar um comportamento inadequado, mas não ensina o que a criança deve fazer para obter o que deseja. Outro ponto negativo, é que as crianças imitam os comportamentos dos adultos e, se observarem agressão, vão imitar agressão também. A criança que apanha aprende a bater no amiguinho.
É por todos estes efeitos negativos da punição que optamos por não utilizá-la. Buscamos, então, reduzir a freqüência de comportamentos inadequados até eliminá-los.

Ensino de comportamentos adequados. Reforço do comportamento positivo.
Por exemplo: Se uma criança faz birras com a função de comunicação. Ela esta com fome e não falar ou não sabe como ter acesso a objetos, atividades ou alimentos do interesse. Não podemos simplesmente extinguir um comportamento de uma criança, sem ensinarmos outro comportamento mais apropriado. Temos que ensinar para ela um comportamento adequado que possa gerar acesso a itens de interesse e que vai se tornar a nova comunicação desta criança. Podemos ensinar uma forma de comunicação efetiva com alternativas visuais através de fotos, figuras ou por sinais, o importante é que a criança seja compreendida. Com isso são instalados e fortalecidos com estímulos de reforço positivo (prêmios, doces, adesivos, aplausos, etc.) comportamentos adequados aumentando em freqüência e substituindo os inadequados.

Obrigada ao apoio profissional:                                                                                  
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.
Obrigada a presença das mães: Andiara Oliveira, Arinda Taylor, Cristina Oliveira, Fernanda Rocha, Marlei Bassegio, Marlene Batista, Monica da Silva Vieira, Renata Silvano, Sara Negrini, Vanilde Ferreira.
A próxima reunião será: Quinta-feira: 31 /agosto / 2012, as 07:00 PM
Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129. O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square