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31 de mai. de 2013

Reunião de #31 Sexta-feira, 31 de Maio de 2013

Essa reunião foi extraordinária. O tema foi: A sombra iluminada. Titulo criado por Erica para a pessoa que seria a assistente invisível para ajudar a criança a desenvolver habilidades espontâneas de brincar naturalmente.

Biografia: Erica Key é escritora, professora , terapeuta, treinadora de pais e professores. Ela observa e ouve as crianças e famílias, a fim de ajudar a identificar as habilidades essenciais e desenvolve projetos e programas personalizados para as crianças. Desenvolve um amplo trabalho a crianças com problemas acadêmicos ou possíveis desabilidades de aprendizagem
Dentre suas especialidades estão: Autismo, PDD-NOS, dislexia, déficit de atenção, discalculia, etc.
Essa matéria é apenas um resumo da palestra da Erica, infelizmente a riqueza dos detalhes, exemplos, vídeos e outras formas se perdem quando resumidos. Para quem esteve presente vai ser bom relembrar as técnicas, as idéias e as palavras de Erica.

Segundo Erica: O que significa brincar? Como fazer com que as crianças aprendam a brincar? Para começar é importante você saber como brincar. Como você se sente aprendendo a brincar. Pensamos que sabemos o que significa brincar, automaticamente achamos que a brincadeira é divertida. Então Erica fez uma pequena brincadeira e depois perguntas para analisar como sentimos. Veja algumas das respostas:
  • Estranho;
  • Surpreso;
  • Confuso;
  • Engraçado;
  • Interessante;
  • Envergonhado;
  • Idiota;
  • Doido;
  • Talvez ela não saiba falar;
  • Não entendi muito difícil;
Foi uma brincadeira que a palestrante fez e nós copiamos. Basicamente uma imitação que é o primeiro estagio da brincadeira. Ninguém disse “isso é muito divertido vamos brincar novamente”.
Brincar é realmente divertido, mas é um trabalho muito difícil. Para as crianças é muito difícil a interação e a brincadeira. Mas é possível com algumas técnicas e como podemos ser treinadores para ajudar as crianças.
Quando ela brincou: Bahhhh bahhh
Ela precisava ter a atenção, despertar o interesse (curiosidade, diversão...). Pois o interesse leva a imitação, que leva à interação.
Quando percebemos que nossa criança não quer, não gosta ou não sabe brincar. Isso é uma grande competição com os problemas sensoriais. Nas escolas, no parquinho, nos lugares públicos. Os sons e as experiências são as distrações mais freqüentes que impedem a interação social.
  • Problemas sensoriais:
  • Sons de pessoas,
  • Sons de lugares,
  • Sons de máquinas,
  • Sons de móveis, especialmente cadeiras em chão de madeira,
  • Sons dos banheiros, algumas crianças se recusam ir ao banheiro por causa do som acústico.
  • Movimento das crianças,
  • Movimento da luz (fora das janelas),
  • Texturas de roupas,
  • Textura dos tapetes onde as crianças sentam para hora do círculo,
  • Textura da macinha de modelar,
  • Textura da comida.

Erica ilustrou um exemplo muito interessante sobre dificuldade de processamento sensorial:
Ex: Pense em você voltando para casa após pegar trafego, você esta dirigindo por horas no transito esta chovendo isso prejudica sua visão, as pessoas bombardeiam com sons de buzinas, você esta tensa, seu corpo esta fisicamente tenso, e você movimenta-se rapidamente determinada a sair desse transito. Finalmente quando você chega a casa as crianças estão... Eu quero, eu quero, eu quero... Como você esta se sentindo? Mais paciente ou mais agressivo? Você esta ouvindo bem ou esta irritado? Agora você já teve sua própria experiência sensorial. Nesse momento seu processamento sensorial esta fraco, você não esta aberto, ou pronto para ouvir, ou querendo participar. Você esta inconfortável. Nós não estamos livres para os outros se não estamos com o sistema sensorial regularizados.

Seu objetivo é fazer com que a crianças senta-se confortável, saia do estagio de intolerância, para sentir-se mais calma, relaxada e conectada.
Para responder algumas perguntas sobre tolerância Erica indica dois livros: Especialmente escritos para dificuldade de processamento sensorial.

       
 Vamos falar sobre interesse social:
Você será o embaixador (mensageiro) da sua criança construindo conexões de interesses atuais com o mundo social em torno de interesse Social. Você vai ajudar a captar o interesse da sua criança. A razão de que você é o embaixador é porque nesse estagio você não vai tentar mudar como sua crianças se sente, ou introduzir novas brincadeiras, ou novos amigos. Esse estagio você somente vai ajudar a sua criança a despertar o interesse e a curiosidade. E será você que vai criar tudo para ela. Seu trabalho é perceber qual é o interesse de sua criança. E não fique no meio apenas ajude ela a ter curiosidade e a gostar. Como fazer isso? Seria começar com tudo que seja de preferência de sua criança.

Siga sua criança na brincadeira:
Muitos pais estacionam nesse estagio, pois querem escolher e decidir o que seu filho gosta ou quer. Se você tentar escolher no lugar de seu filho você pode correr o risco de perder a conexão com aquilo que seja a real preferência dele.
Você não pode escolher o que ele gosta ou quer. Você somente pode escolher como ele faz. Se for apropriado ou se pode aprender mais.
Você não pode dizer: “Todo mundo gosta disso”: ou se você fizer isso eu te dou... (aquilo que você deseja).
Ou se a criança não gosta de comer algo, e se você disser come tudo eu te dou... (aquilo que você quer)
Talvez a criança ate faça ou coma algo que não gosta para poder ganhar a recompensa. Mas isso não muda o que ela gosta ou a preferência dela.
Erica trabalha com o principio da terapia ABA mesmo que muitos não concordem todo seu trabalho é baseado em recompensas naturais...
Se você não preparar da forma adequada o programa vai para o caminho errado. Se você presentear com coisas agradáveis, algo desagradável de fazer. Você esta apenas pagando e passando a mensagem...  Se você fizer algo desagradável eu te dou algo legal...
Você diz o tempo todo vamos brincar que eu te dou uma balinha. Qual é a mensagem que você esta passando? - De que brincar é horrível senão porque você esta me pagando.
Se você tem que seguir o caminho da curiosidade e do interesse. É um trabalho muito duro despertar a curiosidade. E quando você conseguir, mesmo que pareça uma doida, não tente escolher a preferência apenas siga.

Brincadeira típica e sensorial:
Criancas gostam de fazer bagunças com texturas:
Creme, chantili, farinha, pomadas, tintas, água, areia, grãos etc... Essa é a brincadeira interessante para sua criança.
Mesmo que sua criança brinque muito com texturas sensoriais, você pode mudar esse habito. Mas não tente extinguir porque é realmente muito divertido para ela... Crianças típicas têm os mesmos interesses da criança especial.
Você tem que as deixar fazerem isso? Não!
Você deve apreciar o interesse da criança? Sim a menos que você não chame isso de brincadeira. Você pode direcionar a bagunça e dizer vamos pintar juntos, para uma forma apropriada.
Quando você for seguir o interesse da sua criança, tenha certeza do interesse dela e não do que você pensa que ela gosta.

Siga o interesse de sua criança:
Em experiências sensoriais?
Comportamento repetitivo ou também hábitos

Em movimentos de objetos
Então se a criança gosta da repetição, siga o interesse, eu faço com você, mas vamos fazer um jogo. Mudando um pouquinho e transformando em brincadeira. Se a criança diz algo, copie-a dizendo novamente. Talvez com isso você arruíne a brincadeira ou consiga achar a parte divertida. Se você conseguir aumentar o interesse da criança use esse beneficio.

Ex: A criança que diz o tempo todo: “Mãe olhe o carro, mãe olhe o carro, mãe olhe o carro...
Você interage com ela dizendo a mesma coisa somente mude sua voz cada vez que falar, depois vai adicionando outras idéias, olhe o sol, a flor, o sapato, mas sempre volte no início, no carro para a criança notar que você não deixou o interesse dela. Não importa qual seja seu interesse nós vamos fazer juntos eu vou me divertir com você.

Exemplos de sons repetitivos em musicas: I like move it, move it...
É muito popular em vários Países, porque tem um padrão repetitivo, tem paridade, metódico, estimula o sistema auditivo.

Interesse:
Algumas crianças gostam de estímulos:
Em experiências sensoriais?
-visão periférica: Erica cria muitos jogos que estimulam esse interesse: Jogos de assoprar folhas.
-luzes – reflexo das luzes em espelhos e brincadeira de Circo
- movimento de virar paginas de livros compulsivamente: Erica vira mais rápido e com mais precisão as paginas dos livros e entrelaçava com a da criança, e depois vira cartas.
-Crianças que gostam de massagem e pressão: Brincar de entrar embaixo das almofadas do sofá e apertar.
- Para ensinar sua criança a brincar de pega-pega, ensine ela a ser o que vai pegar por que nenhuma criança quer ser o que vai pegar e isso vai despertar o interesse das outras crianças a quer brincarem muito com ela.


Crie dois níveis de brincadeira
Combine o interesse sensorial de seu filho (o que seu filho precisa)
com o interesse dos coleguinhas e o interesse social (meio ambiente). Você conhece o interesse da sua criança (interesse em luz, movimento, ritmo...). Você vai ajudar o interesse sensorial de sua criança e levá-lo ao interesse social.

Ex: Se sua criança gosta de luz, você da uma lanterna e coloca o nome dela, então será sua criança que vai segurar a lanterna, mas ela pode convidar os coleguinhas para brincar, depois pega uma grande caixa e transforma em uma caverna cobre com papel as entradas de luz e cola adesivos que brilham no escuro... Com isso sua criança é a responsável pela brincadeira, pois ela segura a lanterna, isso trabalha a aproximação de outra criança, exposto aos sons, os coleguinhas tem acesso a todas as coisas curiosas de ver em brilhos e as formas dos adesivos. E sua criança esta conseguindo ver o que as outras crianças estão interessadas. Você é responsável por todo trabalho difícil, sua criança não precisa se preocupara em como brincar, a outra criança também não tem que aprender como brincar com seu filho, então você e o ambiente fazem todo o trabalho. Você esta ajudando as duas crianças criar a conexão.

O que ha de divertido em rodar?
Sua criança gosta de ficar virando, então leve ela a parques que tenha brinquedos de girar, e conte historias para as outras crianças despertarem o interesse e começar interagir com sua criança.
Para criar conexões aja como uma criança.

Como você olha a brincadeira
Olhe para o comportamento típico (não somente para os com bom comportamento)
Olhe para todos os coleguinhas (não somente para os com bom comportamento)
Quando seu filho mostra interesse e habilidades de continuar a brincar, você deixa de ser Embaixador ou mensageiro, e passa a ser Treinador ou técnico.

Quando você era Embaixador (Ambassador) você interagia muito pouco com sua criança e com os coleguinhas. Após virar Parceiro (Sidekick você é o responsável em conduzir a brincadeira, explorando ao Maximo as oportunidades de interação entre as crianças. Quando as crianças começam a interagir você muda para trás de sua criança tornam-se quase invisível para ser o treinador. Sussurra nos ouvidos dela como se fosse um treinamento técnico, sai de cena e desaparece da interação. Se alguém falar com você, você direciona a conversa para seu filho, e ensina sua criança a responder.

Ex: Se você praticar com seu filho em como pedir uma pizza, e no momento que o garçom chegar, ele não ouvir e perguntar para você.
O que ele quer comer? Você diz para o garçom pergunte a criança. E diz para seu filho diz para o garçom que você quer. Não se importe quanto tempo isso vai durar, pois se você interromper a interação e responder para seu filho ele vai desaparecer da cena e se for assim o melhor é nem sair de casa. A criança tem que ter a chances de interações e praticá-las. E se seu filho tem problemas de socialização, ele necessita muito mais dessas oportunidades.
Sua criança não tem contato visual? Contato visual é à base do processo de aprendizagem, comunicação, linguagem e interação social. É a maneira que sabemos se você esta ouvindo, se esta entendendo, como esta se sentindo, ou suas reações.
Você necessita fazer algo que faça com que simplesmente ela olhe. Não diga para ela olhar. Force para que ela olhe e sinta surpresa por ver uma recompensa positiva.
Como parceiro ou treinador se sua criança gosta de brincadeiras violentas, você tem que conduzir para não perder o estimula de aventura e perigo, pois sua criança, não é capaz de saber o limite.
Erica fez um trabalho direcionado a uma criança que gosta de brincar de maneira agressiva, um livro sobre aventuras ninja, com segredos, caminhos, treinos e vocabulário apropriado, para sua criança não entrar eu nenhum tipo de problema. Se a criança gosta de armas, ofereça no lugar bambus que os ninjas usam para caminhar. Uma brincadeira interessante, e adequada a necessidades das crianças.

Lembrando que seja qual estagio que sua criança esteja, é necessário paciência porque o processo de aprendizagem é lento, mas o importante é você estar buscando o interesse dele, para continuar a brincadeira.

A Sombra Iluminada é importante para despertar o interesse social, desenvolver o processo de recepção entre a interação das brincadeiras. Para quando alguma informação for passada sua criança consiga agir com reciprocidade.
Outro objetivo é fazer com que a criança pense o que vem a seguir e como deve agir nas interações sociais. Importante saber que a criança não fica parada apenas em um estagio.

“A Vida é uma série de mudanças naturais e espontâneas. Não resista a elas; isto só criará dor. Deixe realidade ser realidade. Deixe as coisas seguirem seu rumo natural.” By Erica Key

Esse estudo foi retirado do material de Erica Key. Para mais informações visitem o site:
www.LearningSeedsBrookline.com

Agradecimento especial em nome do grupo para Erica Key que gentilmente aceitou nosso convite em participar deste evento, e Virginia Freitas que dividiu uma experiência tão maravilhosa conosco.

Obrigada ao apoio profissional:                                                                                                  
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: Ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.

Obrigada a presença das mães, pais e voluntários:
Adriana Ribeiro, Andréia da Silva, Cristina Oliveira, Cristian dos Santos, Camila F. Tavares, Dayane Nieto, Eliane Souza, Edson da Silva, Fernanda Rocha, Gloria Pinto, Joseleide Ribeiro, Monica Vieira, Octavio da Silva, Soraia Oliveira, Valeria Duarte, Vanilde Ferreira, Viviane Gouvêa, Virginia Freitas, Walmir P. dos Santos.

A próxima reunião será: Sexta-feira: 28/ Junho / 2013, as 07:00 PM
Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129. O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square.


22 de mai. de 2013

Reunião de #30 Sexta-feira, 26 de Abril de 2013

Nossa reunião foi um sucesso. Apresentação foi conduzida por Ana Henrichs.
O tema foi: Preciso de ajuda e agora?
Ajuda pode ser definida como uma pessoa assistindo a outra a explorar sentimentos, ganhar conhecimentos desses sentimentos e a fazer mudanças em sua vida.
Para ajudar não precisa ser um psicólogo ou um profissional, pode ser qualquer pessoa, pai, mãe, marido, esposa, amigo ou ate uma criança ajudando aos pais.
Em todos os momentos o nosso grupo procura explorar os sentimentos envolvidos no dia a dia dos participantes. Constantemente perguntamos: Como você se sentiu? Como você reagiu? Como foi pegar o diagnostico para você? Através de suas respostas procuramos te ajudar a identificar como isso te afetou, assim ganhando conhecimento para ajudar a buscar soluções e mudanças na sua vida.
Temos a tendência de querer encontrar uma solução rápida para nossos problemas, mas não é apenas em uma reunião que todos seus problemas serão resolvidos. A solução vira à medida que você participar das reuniões e buscar ajuda.
Através do grupo você vai aprender a buscar ajuda junto a outros profissionais que irão capacitá-lo a estar apta para ajudar sua criança e você. Não existe “profissional, terapeuta ou Advocate” melhor do que você para poder ajudar sua criança.
Não adianta ter os melhores profissionais trabalhando com sua criança, se você não ajudar seu filho e a si próprio. E isso começa buscando ajuda em lugares como o nosso grupo.

Estágios de contemplação:
1. Não preciso de ajuda
2. Preciso mas não quero ajuda
3. Preciso e busco ajuda

Exemplos dos estágios de contemplação:
Muito comum em casos de violência domestica, aonde o agressor só buscar ajuda por que foi obrigado por ordem judicial. Nesses casos muitas vezes a pessoa esta ali, mas não aceita ajuda, pois não reconhece que precisa. O mesmo acontece com dependentes químicos, que dizem que não precisam de ajuda e que vão parar de usar drogas quando decidir que é à hora correta. Algumas pessoas com depressão agem da mesma forma, não acham que estão doentes e sim que estão somente tristes e que em algum momento esse sentimento de tristeza vai passar. Algumas mães quando pegam o diagnostico de seus filhos agem da mesma forma e dizem que não precisam de ajuda, pois conseguem resolver tudo sozinha.
Em nosso grupo lidamos com os três tipos de contemplação, mães que vem porque a amiga insistiu, marido que vem por que a esposa obrigou e diz ele não precisa de ajuda porque é ela quem cuida da criança. E importante reforçar que a família inteira precisa de ajuda!
Não importa qual foi o motivo que trouxe a pessoa a buscar ajuda, o importante é que ela venha. Se você acha que existe alguém na tua casa, ou familiar ou amigo que necessita desse tipo de ajuda, convide essa pessoa, insista para que ela venha e participe das reuniões. E à medida que essa pessoa for participando ela vai recebendo ajuda para alcançar o conhecimento necessário para fazer mudanças e aceitar ajuda. E se você conhece alguém que esta em algum desses estágios, e quer muito que venha a reunião do grupo, você já tentou de tudo sem sucesso, entre em contato com a gente que podemos ligar e convidar essa pessoa para você!
O simples ato de buscar ajuda pode também ser um problema. Há aquele tipo de pessoa que busca ajuda de uma forma desorganizada, por exemplo: sai ligando para todo mundo para obter informação sem nem saber o que esta procurando. Quer fazer todo tipo de avaliação/ tratamento disponível que já se ouviu dizer, e que foi ótimo para outras crianças. Isso não faz sentido, porque o que foi bom para uma criança não necessariamente terá o mesmo resultado satisfatório na outra. E importante lembrar-se disso e tentar se organizar antes e durante a busca por ajuda.

Etapas da ajuda:
1. Exploração/Investigação: (não é o momento de mudança)
®    Encorajar
®    Aceitar/ Não Julgar (qualquer forma de pensamento, expressão e comportamento)
®    Cuidado/Acolher (dar nomes aos sentimentos sem questionar os porquês)

2. Conhecimento: (momento de aplicar a mudança)
®    Ver as coisas de forma alternativa
®    Tomar responsabilidade e controle

Alguns reconhecem que muitos problemas dentro de casa são influenciados por atitudes e posturas dos próprios pais, mas que eles não conseguem mudar diante de certas situações e sentem impotentes e ate perdem o controle. Na realidade a mudança já ocorreu e esses pais estão na fase do conhecimento onde tomaram responsabilidade e estão ao ponto de ter o controle. Você esta no caminho correto e a mudança que você espera esta por vir.

3. Ação: (O que tem que ser mudado)
®    Guiar (Especialista ajuda chegar às conclusões, não vai dar a solução imediata)
®    Tomar decisões (Ter responsabilidade e assumir suas próprias decisões, crias algumas possibilidades ou técnicas para ajudar)
®    Novos comportamentos
®    Auxiliar (avaliar, questionar e voltar)

Esse conteúdo foi do tirado do material de Ana Beatriz Henrichs, LMHC

Obrigada ao apoio profissional:                                                                                    
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: Ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.

Obrigada a presença das mães, pais e voluntários:
Andréia da Silva, Cristina Matos, Cintia Matias, Dayane Nieto, Daniella Dutra, Edson da Silva, Fabiana Silva, Fernanda Rocha, Geórgia Shelton, Gloria Pinto, Joseleide Ribeiro, Monica Vieira, Octavio da Silva, Sergio Fagundes, Sumayta Magwood, Vanilde Ferreira, Vera Lucia Santos, Vanderleia Silva.

A próxima reunião será: Sexta-feira: 31 /Maio / 2013, as 07:00 PM
Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129. O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square

 

 

 

 

 

 

17 de mai. de 2013

Reunião de #29 Sexta-feira, 29 de Março de 2013

Esse encontro foi dividido em duas partes. A primeira parte foi conduzida por Rhea Smith com o tema: Como medir no IEP o progresso de sua criança? E a segunda parte Fernanda Rocha mostrou técnicas em ABA, OT e PEC’S usados com suas crianças.

Primeira parte:
O que é um IEP? IEP é como um contrato um plano individual de educação especial para sua criança. Geralmente ele tem 15 paginas após você assinar esse plano, ele passa a ser um documento legal, tudo que esta escrito nesse IEP por lei a escola é obrigada a cumprir, se a escola não cumprir você pode ate processar ou fazer uma apelação através do BSEA (Escritório de Apelação de Educação Especial) 781-338-3700.

Focalize as metas, por ser um plano individualizado as metas são diferenciadas de uma criança para outra. Essas metas têm que ser mensurável possível de medir e monitorar se essa criança esta fazendo progresso em relação à meta. E as escolas são obrigadas a comunicar com você os relatórios de progresso da criança.

Current Performance Levels
Goal #1 (significa: Meta#1)

Especifique goal focus
Exemplo: Matemática. O que o aluno consegue fazer na área de matemática. A criança consegue contar de 1 a10. Se no currículo da Pré-escola a criança tem que contar ate 20 significa que esta criança conta 50%

Measurable Annual Goals
Essa meta tem que ser mensurável. A escola desenvolve uma estratégia para ajudar essa criança acessar o currículo. (Ex: A criança conta de 1 a 10. Então, a escola a vai ensinar ela contar de 10 a 20). Essa meta necessita conter alguns elementos como:

Comportamento= Habilidade, aquilo que pode ser mudado e que a criança precisa fazer
 
Condição= Circunstância sob os quais o comportamento acontece

Critério= Nível de desempenho aceitável do comportamento

Exemplo:
Comportamento= Com avisos freqüentes Jared ira ao banheiro e lavara suas mãos diariamente.
Condição= Com avisos freqüentes
Critério= Diariamente

Exemplo:
Comportamento= João vai contar de 1 a 10 independentemente de 10 oportunidades 5 corretamente.
Dica: Goal 1 = (Meta 1) – Matemática
Ex: João vai contar de 1 a 10 independentemente. Em 10 oportunidades 5 corretamente.
 
2013
Progress
Report 1
Progress
Report 2
Progress
Report 3
Progress
Report 4
Met the Goal
Yes/ No
Goal 1
Contou 1/10
Contou 3/10
Contou 4/10
Contou 5/10
yes
Goal 2
 
 
 
 
 
Goal 3
 
 
 
 
 
Goal 4
 
 
 
 
 
Goal 5
 
 
 
 
 

 Através dessa comparação da para monitorar o progresso da criança em direção a meta. Mas para isso é necessário que o relatório de progresso contenha dados. Não basta dizer: João continua fazendo progresso satisfatório, ou progresso moderado. O que você entende por progresso moderado? Essas palavras são muito vagas não da para medir o progresso. As metas têm que ser mais especificas, mensuráveis e conter os dados para analise. Alguns IEP’s contem %, também é muito difícil de entender.

Nem sempre a criança necessita alcançar a meta ate o fim do ano letivo. A lei não exige que a criança alcance a meta ate o fim do ano. A lei manda que a criança faça um progresso satisfatório em relação à meta. Se acontecer dessa criança ficar muitos anos repetindo a mesma, você pede uma reunião com a equipe para dar mais acomodações ou modificar a metodologia de ensino.

Lição de casa:
Pegue o IEP de sua criança olhe quantas metas tem, faça um quadro como este acima. Contendo todas as metas e compare os relatórios de progresso para saber se sua criança esta fazendo progresso.
Dependendo da escola ou da grade escolar que sua criança é apenas 2 relatórios de progresso por ano. Assim vamos saber se a criança realmente esta fazendo progresso ou alcançou a meta.

Assim que ficar pronta será publicado segunda parte da Palestra

Obrigada ao apoio profissional:
Rhea Smith: Ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.

Obrigada a presença das mães e voluntárias:
Cristina Oliveira, Dayane Nietto, Dayana Teixeira, Daniella Dutra, Fernanda Rocha, Jacivania Pereira, Rafaela Verzola, Sumayta Magwood, Valeria Duarte, Vanderleia da Silva, Viviane Gouvêa.

A próxima reunião será: Sexta-feira: 26/ Abril / 2013, as 07:00 PM

Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129. O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square.



 

25 de abr. de 2013

Reunião de #28 Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013

Nossa reunião foi um sucesso. O grupo ganhou a presença de 3 novas mães guerreiras com depoimentos emocionantes uma verdadeira lição de vida.
O tema foi: Direitos Básicos na Educação Especial. Apresentação foi conduzida por Rhea Smith Advocate e consultora de leis com experiência de 20 anos na área.
Objetivo desta Palestra: É treinar, dar informações de modo que as mães conheçam as leis do sistema de educação especial americano, e entendam como funciona a escola. Conheçam seus direitos e torne-se Advocate de seus próprios filhos. Ensinamos o processo de qualificação para uma criança conseguir um IEP e ter o direito de participar da educação especial. Os pais precisam estar capacitados e aptos a defender os direitos da criança. Pois ninguém no mundo ama e conhece mais seu filho que você, e essa é a forma perfeita de um Advocate imbatível.
Essa matéria é complicada e cansativa de estudar, mas infelizmente é necessária. Por esse motivo eu peço um grande esforço por parte das mães em aprender o processo de educação especial, como também conhecer as leis Federais e Estaduais que dão apoio e proteção a criança. Sabendo disso sua criança estará mais segura e protegida pela lei. As escolas conhecem muito bem as leis, mas ninguém vai chegar ate você e dizer às leis que beneficiaram sua criança. Infelizmente esse é um trabalho de muita pesquisa que muitos pais desesperados por respostas conseguem descobrir. Então, chegou o momento de preparar-se para a batalha e a sua munição é a Informação.
 
Existem as Leis:
Federais e Estaduais de Educação Especial aqui nos EUA.
Leis relacionadas à Deficiências/Direitos Civis
Suporte Educacional do Programa de Early Intervening ¹ Early Intervention.
Passos no processo do IEP: Plano Individual de Educação (plano de analise individual por escrito, onde descreve a deficiência da criança, seu diagnóstico com as recomendações medica quais os serviços que ela precisa etc.)
1. Referencial /Avaliação/Elegibilidade
2. Desenvolvimento/criação do IEP
3. Colocação/Lugar (qual será o local, escola e classe da criança)
4. Disputas/ divergências (resolver as diferenças/impasses entre os pais e a escolas).
 
Como são escritas as Leis de Educação Especial?
Uma lei ou Estatuto primeiro passa pelo Poder Legislativo onde é criada, então encaminhada ao Poder Executivo do governo para ser assinada. Depois de aprovada são estabelecidos os regulamentos para guiar a implementação da lei.
Os distritos escolares desenvolvem normas e práticas que devem estar de acordo com a lei e em conformidade com os regulamentos, e não podem infringir ou violar as leis Federais ou Estaduais de educação especial.
As leis Federais são consideradas lei mãe ou superior, porém os Estados, por exemplo, Massachusetts pode criar novas leis mais especificas e com mais proteção a criança do que a lei federal, mas nunca menos.
 
Lei Federal da Educação Especial
Individuals with Disabilities Education Improvement Act
(IDEA 2004)
Lei da Educação para Indivíduos com Deficiências é a Lei de Educação Especial de âmbito federal.
 
No Child Left Behind
(NCLB)
 
Lei Estadual de Educação Especial de Massachusetts
Massachusetts Special Education Law
Anteriormente referida como “Capítulo 766”
 
Aprendendo sobre as Leis Federais da Educação Especial:
IDEA - Lei de Educação para Indivíduos com Deficiências de 2004:
Melhorar a educação para crianças com deficiência é um elemento essencial da política nacional que garante: oportunidades de qualidade, participação plena, uma vida independente, auto-suficiência econômica para pessoas com deficiência.
O alvo da Lei Federal é proteger a criança com deficiência garantindo que ela seja respeitada pela sociedade, alcançando o seu potencial tornando- se um adulto independente.
 
As escolas devem seguir esses 6 Princípios da IDEA respeitando cada um deles:
1. Participação de pais e alunos (os pais devem se envolver na educação de seus filhos, sabendo qual é o programa que a criança esta, e após 14 anos convidar o aluno para fazer parte da reunião de IEP)
2. Avaliação apropriada
3. Programa Educacional Individualizado (IEP)
4. Educação Pública Adequada e Gratuita (FAPE)
5. Ambiente Menos Restritivo (LRE) – Inclusão
6. Procedimento ao devido processo legal (Due Process)
  NCLB – Lei de grande mudança na Lei Educacional Federal
Nenhuma criança será deixada para trás ou NCLB (No Child Left Behind)

Os princípios da NCLB são:
1. Sistema Compreensivo de Avaliação de Massachusetts (MCAS)
2. Práticas educacionais baseadas em evidências científicas e professores de alta qualidade
3. Controle local do suporte financeiro e do currículo
4. Parceria com pais e profissionais

Lei Estadual: Reforma Educacional
Reforma Educacional de Massachusetts
• Estrutura Curricular de Massachusetts
• Estrutura Curricular do Distrito Escolar Local
• MCAS e o MCAS ALT

Leis Federais de Direito Civil
Seção 504 da Lei de Reabilitação de 1973
Conhecida como “Seção 504”
http://www.ed.gov/about/offices/list/OCR/index. html?scr=mr
617-223-9662
As leis “504” são contra discriminação foram feitas para as crianças não serem discriminadas nos programas. O programa 504 não é educação especial.
As escolas não podem discriminar ou recusar em receber uma criança com deficiência por não possuir acomodações (adaptações).
Exemplo: As escolas jamais podem dizer que não podem receber seu filho nesse programa porque não tem uma rampa se sua criança usa cadeira de rodas.

Diferença entre 504 e Educação Especial
“504”: as crianças recebem acomodações, mas ensino é regular, currículo não é modificado, nem recebe educação diferenciada.

Educação Especial: É uma instrução diferente, com adaptações e ensina uma modalidade diferente no qual a criança pode aprender seus estudos, recebendo uma educação diferenciada do modelo de ensino regular. Seja mudando o conteúdo da matéria ou quebrando em partes as atividades.

Lei dos Americanos com Deficiências (ADA)
http://www.usdoj.gov/crt/ada/adahom1.htm
Essa lei protege as pessoas de terem acesso a lugares públicos.

Definição de bullying:
É defino amplamente como uso repetido por um ou mais alunos por uma expressão escrita, verbal ou eletrônica, atos ou gestos.
Se o seu filho foi agredido na escola uma vez verbalmente, isso não é considerado bullying. Bullying é algo consistente e repetitivo que vem insultar seu filho por causa da deficiência. Ou por ele agir diferente na escola.
Hoje existe a lei de bullying, e se seu filho esta sendo agredido por outra criança ou pelo próprio professor. A primeira providencia é reportar ao diretor da escola por escrito. Todas as escolas possuem um formulário chamado:
Ant Bullying Report: Preencher com o nome de sua criança, nome do agressor, qual foi à agressão. Após isso o Diretor da escola tem que fazer uma investigação. E se ficar provado que houve bullying o Diretor tem que aplicar disciplina contra o agressor. Se não resolver, chamar a policia, pois bullying é crime.
Alguns pais mostraram preocupação por vivenciar o outro lado, tendo medo que seu filho seja o agressor. Como providencia peça para a escola fazer uma avaliação de comportamento (Funcional Behavior Assessment), para ensinar para a criança um comportamento apropriado escrever uma meta no IEP contra bullying.

Lei -The McKinney-Vento Homeless Assistance Act
As escolas devem matricular imediatamente as crianças desabrigadas na escola, mesmo que eles não têm os documentos normalmente exigidos para a inscrição, tais como histórico escolar, registros médico e comprovante de residência. Crianças desabrigadas são autorizadas a permanecer em suas escolas anteriores, mesmo que já não vivem no distrito. As escolas devem fornecer transporte gratuito para crianças desabrigadas, se as crianças vivem dentro do distrito escolar ou fora do distrito, crianças desabrigadas não tem que se inscrever para o lanche escolar. Diretores de abrigo/ Shelter podem autorizar refeições gratuitas
Todas as escolas têm um Homeless Education Liaison Uma pessoa responsável que trabalha com famílias desabrigadas e funcionários da escola, os trabalhadores do abrigo e outros prestadores de serviços. Essa pessoa ajuda a famílias desabrigadas: matricular seus filhos na escola obter serviços escolares (IEP/504) obter cópias de vacinas ou de registros médicos. Conhecer sobre os seus direitos coordenar os serviços de transporte escolar www.massresources.org

Suporte Educacional Geral
O que é o Early Intervening? Isto não é Educação Especial.
O Earl Intervening é uma resposta á intervenção (Response To Intervention RTI)
O distrito escolar fará o possível para ajudar a criança antes de encaminhá-la para uma educação especial.
Suporte acadêmico e intervenções no comportamento para ajudar o estudante a ter sucesso na vida escolar.
Os Estudantes podem receber uma educação, avaliações do comportamento, serviços e apoios incluindo métodos de alfabetização mais eficaz com base científica
Pais podem requerer uma avaliação da educação especial durante RTI.

Educação Especial: Processo do IEP
Quando a criança completa 3 anos o Early Intervention encaminha a criança para escola.
Encaminhamento (Referral)
Avaliação (Equipe multidisciplinar funcionários da escola)
Elegibilidade (Reunião/Processo de Qualificação para receber educação especial)
Desenvolvimento do IEP (Escrever o Plano Educacional Individualizado da criança)
Colocação/Lugar (Full Inclusion Program: sala comum: Partial Inclusion Program: ambiente parcialmente restritivo, Substantially Separate Classroom: sala separada)
Relatórios de Progresso
A boa noticia é que somente 3% das crianças não estão na inclusão e permanecem em salas separadas das crianças comuns segundo pesquisas do senso.
Avaliação a cada 3 anos
O IEP é revisto uma vez por ano  
Você recebe os relatórios de progresso com a mesma freqüência que recebe os Boletins

O processo de avaliação da educação especial:
Prazos antes da reunião da Equipe:
Encaminhamento: Pais ou profissional identificam uma
Criança que precisa de educação especial e de serviços relacionados a essa educação.
Consentimento: Dentro de 5 dias escolares após a recepção da indicação, o distrito escolar notifica os pais e solicita autorização por escrito para proceder à avaliação.
Avaliação: Dentro de 30 dias escolares após consentimento dos pais por escrito, especialistas treinados e credenciados completarão a avaliação.

Durante o Processo de Avaliação:
• Suas preocupações e informações a respeito da criança
• Explicar suas razões para o encaminhamento
• O Conteúdo da avaliação
• Concordar com algumas ou todas as avaliações propostas.
• Solicitar outras avaliações.
• Solicitar que o distrito escolar aceite uma avaliação que seja feita fora da escola
• Quem será o avaliador e quais são suas credenciais e qualificações [603 CMR 28.04 (1) (c)]
Os pais têm a oportunidade de conversarem com o administrador de educação especial ou com um representante do administrador para discutirem sobre:

Avaliações e Reavaliações
É importante saber que são os dados das avaliações que direcionam ao processo da elegibilidade As avaliações incluem:
•Avaliações
• Acadêmicas, de desenvolvimento e funcionais
•Informação dos pais
•Avaliações locais, Estadual, e em sala-de-aula
•Observações dos professores e profissionais dos serviços relacionados

Acompanhamento e Avaliação:
Distritos escolares não podem recusar-se a fazer uma avaliação.
As avaliações devem ser requisitadas antes de decidir se a criança é ou não elegível
Pais podem requerer uma avaliação por ano em cada área relacionada à deficiência ou na área onde há suspeita de deficiência.
A linguagem da avaliação tem quer ser:
•Fornecido na língua materna da criança
•Outro método de comunicação
•No método mais provável de fornecer informação precisa
*a menos que não seja possível de fazer

Avaliações exigidas
Exemplos: Avaliação de Comportamento Funcional (Functional Behavioral Assessment-FBA), Tecnologia Assistida, Avaliação Vocacional
• Avaliação educacional: uma avaliação que inclui informação sobre o histórico educacional e o progresso no currículo. Avaliação psicológica não é exigida.
• Avaliação especializada: uma avaliação de todas as áreas suspeitas de deficiência.

Exigências para elegibilidade
1. A criança apresenta alguma deficiência? De que tipo?
2. A criança não progride na escola por causa dessa deficiência?
3. A criança exige ensino especializado para progredir efetivamente ou necessita de serviços relacionados para ter acesso ao currículo geral?

Questões sobre Elegibilidade:
A criança apresenta uma deficiência? De que tipo?
• Autismo
• Atraso no desenvolvimento
• Incapacidade Intelectual
• Deficiência sensorial: Auditiva, visual, surdo/mudo
• Neurológica
• Emocional
• Deficiência de Comunicação
• Deficiência Física
• Saúde
•ADHD
•Touretts
• Deficiência específica do aprendizado
•Processos de nova avaliação IDEA 2004: CFR 300.307-300.311

Definição de autismo conforme e lei Federal
Autismo, uma deficiência do desenvolvimento que afeta significativamente a comunicação verbal e não verbal e a interação social, geralmente manifesta antes de três anos de idade, afetando negativamente o desempenho educacional de uma criança. Outras características freqüentemente associadas com autismo são engajamento em atividades repetitivas e movimentos estereotipados, resistência à mudança ambiental ou alteração de rotinas diárias, e as respostas incomuns às experiências sensoriais.

Lei de Autismo em Massachusetts
Quando uma criança tem um diagnóstico de: transtorno do espectro do autismo... A equipe do IEP deve considerar e devem abordar especificamente as seguintes necessidades
A comunicação verbal e não verbal Desenvolver competências sociais / proficiências respostas incomuns de experiências sensoriais Resistência a mudanças ambientais ou mudança na rotina diária Engajamento em atividades repetitivos / movimentos estereotipados Positivo intervenções comportamentais, estratégias e apoios para enfrentar eventuais dificuldades de comportamento decorrentes do transtorno do espectro do autismo E outras necessidades decorrentes da deficiência da criança, afetando o progresso nos currículos em geral, incluindo o desenvolvimento social e emocional www.doe.mass.edu/sped/advisories/07_1ta.html
A criança não está progredindo efetivamente na escola por causa da deficiência?
Progresso efetivo se identifica e se documenta com o crescimento:
1. Em conhecimento e habilidades (incluindo as habilidades sócio-emocionais)
2. No programa de ensino geral
3. Com ou sem acomodações
4. De acordo com a idade cronológica e as expectativas de desenvolvimento
5. De acordo com o potencial de aprendizagem da criança
6. De acordo com os padrões de aprendizagem da Estrutura Curricular de Massachusetts e o currículo do distrito escolar Não determinado pelo avanço de grau para outro grau
A criança precisa de instrução especializada para fazer progresso efetivo?
 Instrução Especializada é: Modificar, de modo apropriado às necessidades da criança, o conteúdo, a metodologia ou os critérios de desempenho
•Orientar para as necessidades específicas da criança
•Orientar para as necessidades relativas à deficiência
•Assegurar acesso ao currículo geral
•Ir ao encontro dos padrões educacionais.
Ou a criança precisa de serviço relacionado para ter acesso ao currículo geral?*
• Fonoaudióloga
• Aconselhamento
• Serviços médicos
• Terapia ocupacional
• Serviços de interpretação
• Orientação e mobilidade
• Aconselhamento e capacitação de pais
• Fisioterapia
• Tecnologia Assistiva
• Serviços Psicológicos
• Serviços de Reabilitação
• Serviços de Saúde Escolar e enfermeira na escola
• Transporte
• Outros serviços com exceção de algum aparelho médico que foi implantado na criança
*Nota: Sua criança pode qualificar-se para um IEP mesmo que ela precise de um ou mais dos serviços relacionados.

Reavaliação
Deve pelo menos ocorrer a cada 3 anos, a menos que os pais e a escola concordem que a reavaliação não seja necessária.
Processo para fazer uma Reavaliação pode ser mais rápido, mas Não pode ocorrer mais que uma vez por ano
Avaliações formais são exigidas antes que o estudante seja dispensado dos serviços de IEP.
Processo do IEP: Antes da reunião com a Equipe:
Solicite por escrito cópias dos relatórios de avaliação, Inclusive das recomendações.
• Você tem direito de receber cópias pelo menos dois dias antes das reuniões da Equipe.
• Providencie com antecedência os relatórios que deseja que a Equipe reveja na reunião.

Membros da Equipe do IEP:
1. A criança com deficiência, quando apropriado
2. Pais da criança que tem necessidade especial
3. Pelo menos um professor de educação especial
4. Pelo menos um professor de educação regular
5. Um representante da escola local de educação (LEA) que pode liberar os recursos necessários
6. Um Professional que saiba explicar os resultados da avaliação
7. Outros, com a permissão do pai ou escola
• Profissionais de Serviços Relacionados
• Peritos
• Sistema de Suporte da Família
• Respite Provider (pessoas que cuidam da criança por um tempo para permitir aos pais tempo livre para eles)
Aluno é convidado com a idade de 15 anos Membros da Equipe do IEP:
O Plano de Transição deve ser discutido quando o aluno fizer 14 anos. O aluno deve ser convidado para a reunião da equipe.
•Formulário para o Plano de Transição
www.doe.mass.edu/sped/28MR/28m9.pdf
•Referência ao Capítulo 688
www.doe.mass.edu/sped/688/brochure.pdf

Membros da Equipe do IEP:
Você tem direito de saber quem vai participar da Equipe. Como cortesia, avise o distrito escolar caso você esteja levando alguém. Reuniões alternativas são permitidas como: videoconferência, teleconferência ou reuniões virtuais.

Um membro da equipe do IEP pode ser dispensado:
Quando a reunião requerer a perícia de um membro. Se os pais e a escola concordarem por escrito. E os membros submeterem por escrito dados sobre o desenvolvimento do IEP para os pais e a equipe do IEP antes da data da reunião.

Processo do IEP: Na reunião da Equipe
Dentro do prazo de 45 dias escolares após o consentimento dos pais por escrito, a Equipe se reúne para decidir:
Elegibilidade: A Equipe se reúne para determinar a elegibilidade.
Serviços do IEP: Se a criança é elegível para a educação especial, a Equipe desenvolve um Plano de IEP.
Colocação: A Equipe em seguida discute e determina a colocação da criança.
Se a criança não é considerada elegível: dica de defesa
• Os pais serão notificados por escrito dentro de 10 dias escolares.
• O distrito escolar pode concordar que a criança apresenta uma deficiência e então oferecer o plano da Seção 504.
• Os pais podem rejeitar a decisão de que sua criança não é elegível para educação especial e requisitar uma avaliação independente, assim como uma nova determinação de elegibilidade.
• Uma criança que perde a elegibilidade do IEP tem o direito de continuar com os mesmos serviços, se os pais solicitarem uma mediação ou audiência.
Plano 504 e o IEP
Similaridade dos 504 e IEP
• Decisões da Equipe
• Avaliação
• Apelação para BSEA
• Acomodações nos testes padronizados
• Serviços relacionados
Seção 504 NÃO Exigi  
Um Plano por escrito
Relatório de progresso
Planejamento da transição
Proteção da disciplina
Colocação/Lugar
O que é um ambiente menos restritivo?
As classes especiais e escolas separadas e a remoção das crianças deficientes em um ambiente regular ocorre:
Somente se a natureza ou a gravidade da deficiência não permitiu que a criança alcance satisfatoriamente os objetivos em uma sala regular mesmo recebendo os serviços e apoios suplementares.
Serviços não acadêmicos e extracurriculares
Cada escola deve ter á responsabilidade de:
• Fornecer os apoios suplementares e serviços que foram determinados necessários e adequados pela equipe do IEP da criança
• Fornecer serviços extracurriculares e não acadêmicos e atividades para crianças deficientes
• E dar as crianças deficientes á oportunidade de ter igual participação
Exemplos incluem:
• Passeios Escolares
• Serviços de aconselhamento
• Atléticos
• Transporte
• Serviços de Saúde
• Atividades de Recreação
Serviços não acadêmicos e extracurriculares
• Encaminhamentos para agências que prestam assistência
•Empregos de Estudantes (por agências públicas)
• Clubes padronizados por agências públicas
Prazos: No fechamento da reunião da equipe
Os pais devem receber ao menos um resumo das áreas a serem focalizadas na criança e uma planilha completa do serviço a serem desenvolvido descrevendo os tipos e quantidades de educação especial e/ou os serviços relacionados que estão sendo propostos
– Se pais recebem o documento acima em mãos no fechamento da reunião eles podem esperar o IEP proposto completo em 2 semanas.
– Se pais não recebem o documento acima em mãos no fechamento da reunião eles podem esperar o IEP proposto completo dentro de 3 a 5 dias.
*Se um pai deseja receber o IEP proposto completo menos que 2 semanas, ele tem que fazer essa petição ao distrito escolar e esse o fornecerá dentro de 3-5 dias.
Prazo após a reunião da Equipe
Os pais decidem: Se a sua criança se qualificar, você receberá o IEP completo com a proposta de serviços e colocação. Você tem de responder dentro de 30 dias do calendário, contados após o recebimento do IEP.
Os serviços começam: Se você concordar com os termos do IEP proposto, os serviços começarão imediatamente após sua assinatura no documento do IEP.
Respostas dos Pais ao IEP
Respostas Opcionais ao IEP
Aceitar o IEP
Rejeitar o IEP
Rejeitar partes do IEP

Opções de resposta à colocação
Aceitar a colocação Rejeitar a colocação pode rejeitar um IEP a qualquer momento.

Obrigada ao apoio profissional:
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: Ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.

Obrigada a presença das mães:
Alessandra Figueiredo, Andiara Oliveira, Cristina Matos, Dayane Nietto, Fernanda Rocha, Monica Vieira, Paula G. Ventresca, Valeria Duarte, Vanilde Ferreira, Vanderleia da Silva.
A próxima reunião será: Sexta-feira: 28/ Março / 2013, as 07:00 PM
Local: 529 Main Street, suíte 1102, Andar: M1 sala 1M3 Charlestown, MA 02129. O estacionamento é Gratuito. Apenas avise na portaria que você veio para uma reunião na Federação. Para quem vai de trem é a linha laranja e a Estação é a Sullivan Square.