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30 de nov. de 2014

Reunião de #49 Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Nossa reunião foi muito interessante pois pudemos conhecer o outro lado da educação especial. Através dos olhos da professora de educação especial. Apresentação foi conduzida por Natalia Miglioli.

Tema: Aprendendo sobre Educação Especial

Biografia: Nathalia ela é brasileira reside nos EUA desde seus 10 anos de idade. Formou –se pela Providence College em educação especial, lecionou para segunda e terceira series em Providence Rhode Island, ela também trabalhou como professora voluntaria por um ano no Haiti. Atualmente trabalha na Arquidiocese de Boston.

Natalia deu inicio a nossa reunião com uma dinâmica de perguntas e respostas, e posteriormente seguiu com sua apresentação.

O que é educação especial? Para que serve ou qual sua função?
É um programa desenvolvido para ajudar os alunos que estão com atrasos no seu desenvolvimento seja mental, físico, social ou emocional em comparação aos seus colegas de classe. Por esse motivo que uma sala de aula regular não pode oferecer os recursos necessários para ajudar a criança se desenvolver. Então, é ai que entra a educação especial para ajudar a criança em suas necessidades. Esses recursos são pagos pelo governo ate a criança completar 21 anos de idade.

Em Massachusetts, o sistema de educação especial é baseado na lei de educação especial Federal IDEA, (Individuals with Disabilities Education Act), junto com a lei de educação especial Estadual (MGL c. 71B). Estas leis foram estabelecidas para proteger os alunos com deficiência, apos ser avaliada por uma equipe de profissional na área do desenvolvimento infantil, e se verificar que a criança é elegível à educação especial eles garantem um Programa de Educação Individualizado - IEP (Individualized Education Program), planejado para ajudar as crianças a superar suas necessidades.”

Qual a diferença entre a “professora regular” e a professora de educação especial?
Treinamento;
Formação;
Ela é a única que pode criar um IEP (Individualized Education Plan);
Local/ Modelo/ Responsabilidades:
Uma professora de educação especial em uma escola publica não ensina todas as crianças nem todas as matérias. Geralmente ela ensina: Inglês, leitura, escrita e matemática.
Existem vários modelos de educação especial: Inclusion, pullout, resource teacher, inclass assistance, subject resource, reading levels.
A professora de educação especial pode ser que: Retire o aluno da sala de aula “regular” em algumas matérias como inglês ou matemática e leve-o para outra sala com menos distrações e ensine a mesma matéria mas de uma maneira mais apropriada para o aluno.
A professora de educação especial pode ser que: Permaneça dentro da sala de aula “regular” e de assistência ao aluno como sendo uma segunda professora repetindo as instruções da professora ou ajude o aluno a prestar atenção por estar ao seu lado.
A professora de educação especial pode ser que: Permaneça junto com a  professora “regular” e chame um grupo de alunos para o fundo da classe e os ajude dando leituras apropriadas para o seu nível, observando para que eles estejam caminhando junto com os seus colegas.
É a professora de educação especial: Quem conduz estudos e observações do aluno, como também quem mantem os recordes de como a criança esta avançando ou não. É ela quem conduz provas semanais para determinar o progresso da criança.
Ela junto com a equipe de profissional do desenvolvimento “terapeutas” e os pais que determinam as metas “goals” a ser alcançadas.

Como os pais podem trabalhar junto com a professora?
Mostrando interesse,  participando do processo de criação do IEP
Fazendo perguntas sobre o progresso de sua criança.
Perguntando como poderia usar algo que funciona na escola em casa ou vice e versa, para que o aluno acostume com certas rotinas especialmente para corrigir certos comportamentos e generalizar as informações adquiridas.
Ajudando a dar responsabilidade tanto em casa como na escola.
Ex: Distribuir papeis na escola, distribuir os talheres em casa.

Porque as vezes a professora sabe que a criança precisa de algum serviço ou terapia e ela não avisa os pais?
Se for a professora “regular” pode acontecer que ela não seja capaz de perceber ou detectar comportamentos irregulares, pensando que talvez a criança somente tenha um comportamento problemático.
As vezes não depende da professora, os membros da equipe “Terapeuta Ocupacional, Terapeuta da fala, Terapeuta do comportamento, Terapeuta físico” são quem decidem realmente o que a criança precisa, e qual os recursos serão oferecidos após ter observado a criança.
A melhor maneira é estar sempre envolvido com a escola fazendo perguntas e, quando notar algo novo comunicar com a professora tentando estar em comunhão com tudo o que esta acontecendo.

E quando acontece o contrario, a professora comunica aos pais mas eles não conseguem ir atrás?
Isto depende dos fundos do Estado e da escola e as vezes do salario dos pais. Também as vezes não tem vaga em certos programas por falta de terapeuta etc.
Isto também depende do diagnostico e de outros recursos.

Quem pode pedir uma avaliação para saber se minha criança qualifica para educação especial?
Qualquer pessoa, seja os pais, o professor, ou outro profissional pode pedir para fazer uma avaliação de educação especial a qualquer momento, basta entrar em contato com o diretor ou com o administrador responsável pela educação especial.

O currículo da criança é diferente?
No momento, nas escolas publicas não os currículos são iguais para todas as crianças. As crianças aprendem o mesmo conteúdo, mas a maneira de ensinar são modificadas para que possam atuar nas áreas onde o aluno mais necessita. Mais estes alunos tem que passar pelo *Common Core Standards, então a educação especial é direcionada a isso, a ajudar lós a chegar a esta meta.
Já em escolas particulares a situação é diferente, eles tem o seu próprio currículo.

* O Common Core Standards é um conjunto de padrões acadêmicos de alta qualidade em matemática e artes da linguagem Inglês / alfabetização (ELA). Essas metas de aprendizagem delinear o que um estudante deve conhecer e ser capaz de fazer no final de cada série. Foram criadas as normas para garantir que todos os alunos se formam no ensino médio com as habilidades e conhecimentos necessários para ter sucesso na faculdade, carreira e vida, independentemente do local onde vivem.

Como podemos saber se a criança esta aprendendo o equivalente a serie dela?
Sempre podemos perguntar a professora regular e a professora de educação especial para ver as provas e saber se a criança esta aprendendo o que deve.
O seu IEP vai dizer em que nível esta de matemática e leitura e se ela esta abaixo do nível da sua serie.

Como desenvolve um método diferente para as crianças? Ex: Autismo, déficit de atenção, e hiperatividade.
Cada criança antes de ter um IEP passa por um período de observação. Durante este tempo todas as professoras observam como a criança trabalha, quando ela esta em seu melhor comportamento, e o que frustra a criança, etc.
Depois todos os profissionais junto com a professora de educação especial começam a desenvolver o IEP.
Os pais devem ser parte da construção do IEP, porque eles conhecem seus filhos melhor do que qualquer pessoa, então sua participação é peça fundamental na formação desse plano, Ex: As qualidades, as habilidade, os pontos fortes, as dificuldades etc.
Dependendo do modelo de educação especial todas as necessidades da criança não serão individualizadas pelo fato de ter que dar atenção aos outros alunos.
Cada IEP tem sua diferença, mais nem sempre a classe geral terá distinção, isso será mais para atividades separadas como o dever de um aluno pode ser que tenha que responder  5 perguntas e do estilo de educação especial e filosofia da escola.

A hora da lição de casa é muito difícil aos pais.  Como pedir para a professora qual o melhor método para ajudar a criança?
Outra vez marcando uma reunião com a professora e falando disso e pedindo ajuda para ela em como agir.

“Essa matéria é um resumo do nosso encontro, não contém detalhes, explicações, ou respostas das perguntas feitas na reunião, não publicamos os depoimentos para preservar a confidencialidade do grupo ”


“Essa matéria foi retirada dos estudos de Natalia”

Obrigada a presença:
Natalia Miglioli, Fernanda Rocha, Lucas Rocha, Eliana Mendonça, Edson Mendonça, Monica Vieira, Elias Ramos, Renata Ramos, Gloria Pinto, Edson Silva, Vanilde da Silva.



31 de out. de 2014

Reunião #48 Sexta-feira, 24 de Outubro 2014

Nossa reunião foi emocionante. Apresentação foi conduzida por Mike Mayes.

O tema foi: Crescer com autismo e superando bullying

Biografia: Mike Mayes foi diagnosticado com autismo aos 18 meses, graduou-Mitchell College, em 2013. Mike trabalhou como orientador em sala de aula e líder dos jovens no verão. Mike sofreu bullying durante o ensino escolar, mas com coragem e determinação, ele superou os efeitos do bullying. Como resultado, ele manifesta seu profundo compromisso em ser aceito pelo que ele é — uma pessoa com autismo— e ajudando os outros a defender a si mesmos. Mike tem sido um palestrante motivacional há mais de seis anos. Ele fala sobre temas como crescer com autismo, bullying, transições e o impacto das leis de educação especial em pessoas no espectro. Seu objetivo como palestrante é dar aos pais a esperança, e para incentivar os profissionais ter grandes expectativas para seus alunos que estão no espectro do autismo. Mike tem sido um palestrante para Autism Speaks, à Fundação Flutie e para a Mass. Advocates para crianças. Mike tem demonstrado que com trabalho duro, comprometimento e perseverança pode conseguir o sucesso. Ele é uma inspiração para qualquer pessoa que tem uma condição do Espectro do Autismo.

Mike modificou parte de seu discurso sobre bullying, falou um pouco sobre como foi crescer com autismo e como foi humilhado em todo o tempo que estava no High School, e o como ele superou esse período. Esse tema é muito delicado pois nos coloca em uma situação muito complicada pois sabemos que nossos filhos serão potenciais vitimas de bullying e não temos como evitar. Apenas temos que saber como defende-los amparados pela lei.
Para ler o discurso completo acesse a palestra da reunião #42.

“Essa matéria é um resumo do nosso encontro, não contém detalhes, explicações, ou respostas das perguntas feitas na reunião, não publicamos os depoimentos para preservar a confidencialidade do grupo ”

Obrigada a presença:




30 de set. de 2014

Reunião de #47 Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Foi uma reunião muito produtiva, o tema foi discriminação e troca de experiência, as mães de crianças adultas dividiram suas experiências e como ultrapassaram seus momentos difíceis após suas crianças serem discriminadas, foi uma lição de vida com grande aprendizado.
A discriminação pode aparecer de varias maneiras e em alguns casos de forma explicita e outras mais disfarçadas. O importante e a maneira que lidamos com ela, pois infelizmente ela nunca vai deixar de existir e nossas crianças por terem uma necessidade especial aumenta o risco de sofrer discriminação. O número de pessoas portadoras de necessidades especiais tem aumentado no mundo inteiro.
Devido à melhoria no atendimento médico e ao avanço das técnicas de tratamento, houve um aumento da qualidade e da expectativa de vida. Nos países menos desenvolvidos as crianças portadoras de deficiências em muitos casos são excluídas, infelizmente, as mais carentes, e o respeito ao seu direito à sobrevivência não é uma simples e mera evidência. A maioria das crianças e dos jovens com necessidades especiais vive em pobreza extrema. Com frequência, essas crianças sem muita opção são escondidas dentro de suas próprias casas. Em muitos países do hemisfério sul, as pessoas portadoras de deficiências física e mental ainda são vistas como um castigo de Deus. Precisamos da sua ajuda para mudar essas estatísticas.
Países em desenvolvimento como o Brasil, as crianças com deficiência ainda sofrem muita discriminação, mas existem leis que protegem o direito dessas crianças e os pais lutam pela inclusão arrancando as raízes do passado afim de mudar a mentalidade discriminatória.
Para ajudar essas crianças a gozarem de aceitação e integração à sociedade, é necessário fortalecer os alicerces, como apoio e incentivo dessas crianças, bem como o fortalecimento dos pais no que diz respeito à sobrevivência e à sensibilização da mídia.
 Preconceito, falta de compaixão e sarcasmo são atitudes que vem agravar ainda mais a vida das pessoas que convivem com deficiência. É muito triste ver que as pessoas ainda não estão preparadas para aceitar e amar o diferente.
Não somos todos iguais, mais isso não significa que a criança com necessidade especial vale menos que a criança típica.
Se você não tem um filho com alguma necessidade especial, faça algo por alguém que tem. Torne isso um habito na educação de seus filhos, ensine-o a respeitar e conviver com a criança com necessidades especial, ser solidário, prestativo e sensato.
Ensinando tais fundamentos tenho certeza que sua criança será um adulto de valor.

“Essa matéria é um resumo do nosso encontro, não contém detalhes, explicações, ou respostas das perguntas feitas na reunião, não publicamos os depoimentos para preservar a confidencialidade do grupo ” 

Obrigada a presença: Fernanda Rocha, Lucas Rocha,Vanilde da Silva, Cristina Matos, Monica Vieira, Dayana Teixeira, Eliane Mendonça, Beatriz Mendonça, Edson Mendonça, Cleidiana Monteiro, Luis Claudio Pereira, Margareth Sodré, Wellington Sodré, Tania Macedo, Cintia Matias, Sara Negrini e Renata Ramos.

31 de ago. de 2014

Reunião de #46 Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014 (Troca de experiências)

Nossa reunião foi maravilhosa abrimos nosso encontro pedindo a presença de Deus a permanecer conosco e encerramos agradecendo a presença, pois sem ELE não somos nada. Essa será a única exigência que não aceitarei mudar e a organização que não aceitar nossa agenda não serve para nós. Tivemos a presença de quatro novos participantes.
Infelizmente quem não pode participar não terá outra oportunidade de aprender tudo que aprendemos, alem do contato pessoal que é muito importante. Nesse encontro contamos com a presença de um casal muito especial, uma mãe extraordinária que tem um filho especial com 19 anos de idade. Essa mãe dividiu a sua experiência de vida, suas historias, desafios e superações. Ela deixou o grupo todo sem fôlego, coração batendo acelerado e muita esperança de um futuro de sucesso. Suas palavras simples, motivadoras uma receita pronta dos desafios que vamos enfrentar e suas recomendações. Muito obrigada sua presença e seu depoimento foi muito importante para nos eu gostaria de agradecer publicamente em nome do grupo: O Dom Especial de Ser Mãe, a o casal Margarette e Wellington Sodré. Nem a matéria eu tive o trabalho de escrever, pois eles entregaram o resumo. Desse jeito eu vou ficar mal acostumada.

Um resumo em tópicos das experiências compartilhadas durante a reunião:
  1. MAC – Massachusetts Advocates for Children (Agência que presta serviços de advocacia para famílias com crianças com necessidades especiais desenvolve leis e programas que auxiliam na educação especial);
  2. Buscar diagnóstico o mais cedo possível para intervenção médica, psicológica e educacional;
  3. Tratar de IEP’s na escola visando goals (as metas) para o progresso da criança;
  4. Terapias intensivas – quanto mais tempo por dia, melhor;
  5. Muitas crianças aprendem através de exemplos visuais, práticos e muita repetição;
  6. As pessoas em contato com a criança devem conhecer e tratar as situações da mesma forma para não confundir a criança;
  7. Busque rodear-se de pessoas que não julguem a sua criança como “retardada” ou “débil mental”, antes que cooperem com o progresso dela. Procure tratar sua criança como se ela não tivesse um rótulo, mas como se ela fosse “típica” como as demais, não a limite ao rótulo que carrega;
  8. Procure conhecer bem sua criança, seus maneirismos, reações nas diversas situações, descobrir como ela pensa, se preciso tome notas, a fim de que você possa ajudá-la melhor;
  9. Veja se há possibilidade de que sua criança tenha um “Aid” na escola para auxiliá-la na sala de aula e demais atividades escolares;
  10. Procure ver um neurologista a cada 6 meses, de preferência sempre o mesmo, para que possa ter um “neurological report” com recomendações de tratamento para manter o I.E.P. sempre atualizado;
  11. Busque informar-se o melhor possível para aprender a linguagem do I.E.P. e termos necessários para ser capaz de argumentar  junto à escola e conseguir os serviços/programas necessários;
  12. Não tenha medo de insistir que sua criança faça determinadas coisas ou participe de situações que para ela sejam desconfortáveis, mas que a ajudarão a progredir. Esses exercícios a ajudarão a dessensibilizar e tolerar melhor a inclusão e interação com outras crianças;
  13. Livro da autora Catherine Maurice: “Let me Hear Your Voice: A Family’s Triumph over Autism”;
  14. Temple Grandin – portadora de autismo, ativista no segmento, doutora de ciência animal, professora na universidade do estado do Colorado, autora do livro “O Cérebro Autista”, entre outros relacionados à síndrome;
  15. May Center / Institute – escola para crianças com necessidades especiais;
  16. Spotlight Program – Summer Camp, etc;
  17. Ainda que não queiramos, sempre existirá discriminação de uma forma ou outra. O fato de reconhecermos isso já nos ajuda a lidar melhor com isso, pois nos levará a descobrir como tratar das situações quando elas aparecerem. (Esse será o tópico da próxima reunião).
“Essa matéria é um resumo do nosso encontro, não contém detalhes, explicações, ou respostas das perguntas feitas na reunião.”

Obrigada a presença:
Fernanda Rocha, Dayana Teixeira, Andiara Oliveira, Dayane Nietto, Edson Mendonça, Eliana Mendonça, Beatriz Mendonça, Renata da Fonceca, Margarette Sodré, Wellington Sodré, Gloria Pinto e Vladimir Rocha.