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31 de out. de 2014

Reunião #48 Sexta-feira, 24 de Outubro 2014

Nossa reunião foi emocionante. Apresentação foi conduzida por Mike Mayes.

O tema foi: Crescer com autismo e superando bullying

Biografia: Mike Mayes foi diagnosticado com autismo aos 18 meses, graduou-Mitchell College, em 2013. Mike trabalhou como orientador em sala de aula e líder dos jovens no verão. Mike sofreu bullying durante o ensino escolar, mas com coragem e determinação, ele superou os efeitos do bullying. Como resultado, ele manifesta seu profundo compromisso em ser aceito pelo que ele é — uma pessoa com autismo— e ajudando os outros a defender a si mesmos. Mike tem sido um palestrante motivacional há mais de seis anos. Ele fala sobre temas como crescer com autismo, bullying, transições e o impacto das leis de educação especial em pessoas no espectro. Seu objetivo como palestrante é dar aos pais a esperança, e para incentivar os profissionais ter grandes expectativas para seus alunos que estão no espectro do autismo. Mike tem sido um palestrante para Autism Speaks, à Fundação Flutie e para a Mass. Advocates para crianças. Mike tem demonstrado que com trabalho duro, comprometimento e perseverança pode conseguir o sucesso. Ele é uma inspiração para qualquer pessoa que tem uma condição do Espectro do Autismo.

Mike modificou parte de seu discurso sobre bullying, falou um pouco sobre como foi crescer com autismo e como foi humilhado em todo o tempo que estava no High School, e o como ele superou esse período. Esse tema é muito delicado pois nos coloca em uma situação muito complicada pois sabemos que nossos filhos serão potenciais vitimas de bullying e não temos como evitar. Apenas temos que saber como defende-los amparados pela lei.
Para ler o discurso completo acesse a palestra da reunião #42.

“Essa matéria é um resumo do nosso encontro, não contém detalhes, explicações, ou respostas das perguntas feitas na reunião, não publicamos os depoimentos para preservar a confidencialidade do grupo ”

Obrigada a presença:




30 de set. de 2014

Reunião de #47 Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Foi uma reunião muito produtiva, o tema foi discriminação e troca de experiência, as mães de crianças adultas dividiram suas experiências e como ultrapassaram seus momentos difíceis após suas crianças serem discriminadas, foi uma lição de vida com grande aprendizado.
A discriminação pode aparecer de varias maneiras e em alguns casos de forma explicita e outras mais disfarçadas. O importante e a maneira que lidamos com ela, pois infelizmente ela nunca vai deixar de existir e nossas crianças por terem uma necessidade especial aumenta o risco de sofrer discriminação. O número de pessoas portadoras de necessidades especiais tem aumentado no mundo inteiro.
Devido à melhoria no atendimento médico e ao avanço das técnicas de tratamento, houve um aumento da qualidade e da expectativa de vida. Nos países menos desenvolvidos as crianças portadoras de deficiências em muitos casos são excluídas, infelizmente, as mais carentes, e o respeito ao seu direito à sobrevivência não é uma simples e mera evidência. A maioria das crianças e dos jovens com necessidades especiais vive em pobreza extrema. Com frequência, essas crianças sem muita opção são escondidas dentro de suas próprias casas. Em muitos países do hemisfério sul, as pessoas portadoras de deficiências física e mental ainda são vistas como um castigo de Deus. Precisamos da sua ajuda para mudar essas estatísticas.
Países em desenvolvimento como o Brasil, as crianças com deficiência ainda sofrem muita discriminação, mas existem leis que protegem o direito dessas crianças e os pais lutam pela inclusão arrancando as raízes do passado afim de mudar a mentalidade discriminatória.
Para ajudar essas crianças a gozarem de aceitação e integração à sociedade, é necessário fortalecer os alicerces, como apoio e incentivo dessas crianças, bem como o fortalecimento dos pais no que diz respeito à sobrevivência e à sensibilização da mídia.
 Preconceito, falta de compaixão e sarcasmo são atitudes que vem agravar ainda mais a vida das pessoas que convivem com deficiência. É muito triste ver que as pessoas ainda não estão preparadas para aceitar e amar o diferente.
Não somos todos iguais, mais isso não significa que a criança com necessidade especial vale menos que a criança típica.
Se você não tem um filho com alguma necessidade especial, faça algo por alguém que tem. Torne isso um habito na educação de seus filhos, ensine-o a respeitar e conviver com a criança com necessidades especial, ser solidário, prestativo e sensato.
Ensinando tais fundamentos tenho certeza que sua criança será um adulto de valor.

“Essa matéria é um resumo do nosso encontro, não contém detalhes, explicações, ou respostas das perguntas feitas na reunião, não publicamos os depoimentos para preservar a confidencialidade do grupo ” 

Obrigada a presença: Fernanda Rocha, Lucas Rocha,Vanilde da Silva, Cristina Matos, Monica Vieira, Dayana Teixeira, Eliane Mendonça, Beatriz Mendonça, Edson Mendonça, Cleidiana Monteiro, Luis Claudio Pereira, Margareth Sodré, Wellington Sodré, Tania Macedo, Cintia Matias, Sara Negrini e Renata Ramos.

31 de ago. de 2014

Reunião de #46 Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014 (Troca de experiências)

Nossa reunião foi maravilhosa abrimos nosso encontro pedindo a presença de Deus a permanecer conosco e encerramos agradecendo a presença, pois sem ELE não somos nada. Essa será a única exigência que não aceitarei mudar e a organização que não aceitar nossa agenda não serve para nós. Tivemos a presença de quatro novos participantes.
Infelizmente quem não pode participar não terá outra oportunidade de aprender tudo que aprendemos, alem do contato pessoal que é muito importante. Nesse encontro contamos com a presença de um casal muito especial, uma mãe extraordinária que tem um filho especial com 19 anos de idade. Essa mãe dividiu a sua experiência de vida, suas historias, desafios e superações. Ela deixou o grupo todo sem fôlego, coração batendo acelerado e muita esperança de um futuro de sucesso. Suas palavras simples, motivadoras uma receita pronta dos desafios que vamos enfrentar e suas recomendações. Muito obrigada sua presença e seu depoimento foi muito importante para nos eu gostaria de agradecer publicamente em nome do grupo: O Dom Especial de Ser Mãe, a o casal Margarette e Wellington Sodré. Nem a matéria eu tive o trabalho de escrever, pois eles entregaram o resumo. Desse jeito eu vou ficar mal acostumada.

Um resumo em tópicos das experiências compartilhadas durante a reunião:
  1. MAC – Massachusetts Advocates for Children (Agência que presta serviços de advocacia para famílias com crianças com necessidades especiais desenvolve leis e programas que auxiliam na educação especial);
  2. Buscar diagnóstico o mais cedo possível para intervenção médica, psicológica e educacional;
  3. Tratar de IEP’s na escola visando goals (as metas) para o progresso da criança;
  4. Terapias intensivas – quanto mais tempo por dia, melhor;
  5. Muitas crianças aprendem através de exemplos visuais, práticos e muita repetição;
  6. As pessoas em contato com a criança devem conhecer e tratar as situações da mesma forma para não confundir a criança;
  7. Busque rodear-se de pessoas que não julguem a sua criança como “retardada” ou “débil mental”, antes que cooperem com o progresso dela. Procure tratar sua criança como se ela não tivesse um rótulo, mas como se ela fosse “típica” como as demais, não a limite ao rótulo que carrega;
  8. Procure conhecer bem sua criança, seus maneirismos, reações nas diversas situações, descobrir como ela pensa, se preciso tome notas, a fim de que você possa ajudá-la melhor;
  9. Veja se há possibilidade de que sua criança tenha um “Aid” na escola para auxiliá-la na sala de aula e demais atividades escolares;
  10. Procure ver um neurologista a cada 6 meses, de preferência sempre o mesmo, para que possa ter um “neurological report” com recomendações de tratamento para manter o I.E.P. sempre atualizado;
  11. Busque informar-se o melhor possível para aprender a linguagem do I.E.P. e termos necessários para ser capaz de argumentar  junto à escola e conseguir os serviços/programas necessários;
  12. Não tenha medo de insistir que sua criança faça determinadas coisas ou participe de situações que para ela sejam desconfortáveis, mas que a ajudarão a progredir. Esses exercícios a ajudarão a dessensibilizar e tolerar melhor a inclusão e interação com outras crianças;
  13. Livro da autora Catherine Maurice: “Let me Hear Your Voice: A Family’s Triumph over Autism”;
  14. Temple Grandin – portadora de autismo, ativista no segmento, doutora de ciência animal, professora na universidade do estado do Colorado, autora do livro “O Cérebro Autista”, entre outros relacionados à síndrome;
  15. May Center / Institute – escola para crianças com necessidades especiais;
  16. Spotlight Program – Summer Camp, etc;
  17. Ainda que não queiramos, sempre existirá discriminação de uma forma ou outra. O fato de reconhecermos isso já nos ajuda a lidar melhor com isso, pois nos levará a descobrir como tratar das situações quando elas aparecerem. (Esse será o tópico da próxima reunião).
“Essa matéria é um resumo do nosso encontro, não contém detalhes, explicações, ou respostas das perguntas feitas na reunião.”

Obrigada a presença:
Fernanda Rocha, Dayana Teixeira, Andiara Oliveira, Dayane Nietto, Edson Mendonça, Eliana Mendonça, Beatriz Mendonça, Renata da Fonceca, Margarette Sodré, Wellington Sodré, Gloria Pinto e Vladimir Rocha.

27 de jul. de 2014

Reunião de #45 Sexta-feira, 25 de Julho de 2014 (Suporte)

Nosso encontro foi maravilhoso foi uma reunião de auto- ajuda. Uma experiência única para os participantes. As mães sempre pedem reunião de suporte pois nesse momento eles podem dividir suas experiências e seus desafios de forma natural, ou seja uma conversa entre amigos.

“Essa matéria não será publicada pois contem depoimentos confidencias do grupo ”

Obrigada a presença:

Fernanda Rocha, Dayane Nietto, Dayana Teixeira, Sibia K. Nascimento, Giseli Fernandes, Sergio Fernandes, Reginaldo Freitas, Elias Ramos, Edson Mendonça, Cleidiane Monteiro, Sara Negrini.



30 de jun. de 2014

Reunião de #44 Sexta-feira, 27 de Junho de 2014 (Estimulação)

A importância da estimulação e intervenção precoce no autismo tem-se tornado possível graças a sua identificação cada vez mais cedo. Essa abordagem caracteriza-se em compreender os desvios do desenvolvimento da criança autista, e desenvolver um trabalho adequado e individualizado em áreas consideradas fundamentais: contato visual, imitação, comunicação (compreensão e uso da linguagem), processamento sensorial, desenvolver habilidades de socialização(brincar apropriadamente com brinquedos e interação social) e família. O ambiente escolar deve oferecer estratégias para generalizar as informações recebidas e usa-las em todos os ambientes, programas estruturados, transição em atividades não preferenciais, rotina e planos para comportamentos considerados problemáticos.
O envolvimento dos pais é peça fundamental para o desenvolvimento da criança,  através do ensino de técnicas de terapia,  e treinamentos visando promover a estimulação. Para estimular a fala é necessário, focalizar na linguagem não-verbal e assim desenvolver as habilidades de comunicação funcional. Com isso ajudar essa crianças a desenvolver a primeira fase da comunicação que seria as habilidades de: apontar, olhar e imitar.
“O cérebro cresce de acordo que e usado”. Assim como uma planta o "Cérebro das Crianças", desde muito cedo, precisa ser cultivado e estimulado. Então, é preciso saber para oferecer o melhor! Com sugestões, bastante interessantes, da maneira que os familiares devem desenvolver melhor suas crianças. Então, vamos tirar o melhor proveito para criarmos nossos filhos com mais alegria e prazer de viver. O cérebro a uma plantinha: você tem de regá-lo e, então, dar tempo ao tempo. "As flores só vão brotar depois", os pais não são os jardineiros, mas parceiros nessa jornada.
A maior parte das transformações no cérebro ocorre na primeira infância. Ou seja, armazenamos mais ou menos 60% da nossa capacidade cognitiva. Nesse período ocorre a sinapse que quando não utilizadas são descartadas. Mas não é a única revolução que se passa no cérebro, nessa época. "Abrem-se" também as janelas de aprendizado ou oportunidades, que favorecem aprendizado de certas habilidades. Então, quanto mais cedo à criança começar a aprender coisas novas, sejam as letras, as cores ou os números, melhor. Nem todas as janelas de oportunidades se fecham na primeira infância. Apesar de certas habilidades serem comprometidas para sempre, outras podem ser aprendida no futuro. 
A melhor resposta para o estimulo: É viver! Parte principal na estimulação (Dedicação compromisso). Se eles querem ver TV permaneça junto, pelo menos por alguns minutos. Assim você pode ver qual o interesse deles, esclarecer dúvidas, criar vínculos. Mesmo o videogame não é um estímulo proibido. Desde que haja equilíbrio: as crianças precisam de fantasias para se desenvolver, e os jogos podem ajudá-las nesse sentido. Vale tudo! Para ativar a inteligência, não é preciso ir longe. Uma passeo ao quintal da sua casa já faz diferença. As folhas, a grama, o vento, as formigas e outros bichinhos.
Como saber se você não está exagerando nos estímulos? Se a criança mantém o interesse, é porque está tudo bem. Seja qual for o estímulo, que ele seja uma experiência divertida. Brinque com as crianças, deixe-as livres. Assim você não perde chance a de ver acontecer o milagre do desenvolvimento. Brincar é coisa muito séria. Toda criança deveria poder brincar. A brincadeira contribui para o processo de socialização das crianças, oferecendo-lhes oportunidades de realizar atividades coletivas livremente, além de ter efeitos positivos para o processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de habilidades básicas e aquisição de novos conhecimentos. As brincadeiras aparentemente simples são fontes de estímulo ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança com deficiência mental/intelectual ou autismo e também é uma forma de auto-expressão. Talvez poucos pais saibam o quanto é importante o brincar para o desenvolvimento físico e psíquico do seu filho. A ideia difundida popularmente limita o ato de brincar a um simples passatempo, sem funções mais importantes que entreter a criança em atividades divertidas.
Dicas de Brincadeiras para a criança Autista:
- Brincadeiras afetivas (olhar, sorrir, conversar, massagens, estimular o toque com ursos almofadas, lençóis e plumas). 
- Brincadeiras na frente do espelho (fazer caretas, sorrir, se esconder e achar).
- Brincar com bolinhas de sabão;
- Brincadeiras corporais (“pega- pega”, fazer cócegas, abraçar e se esconder)
- Brincar com música e brincadeiras cantadas (dramatizando a música com o corpo, pular, dançar e interagir).  
- Brincar com massinha, argila, tinta e areia (deixar a criança explorar para que perceba as sensações, se você perceber que ela tem uma resposta negativa, tentar inserir outras formas para que ela brinque com essas matérias, por exemplo, adaptar o pincel.)
- Brincadeiras com balões (com música encher os balões, deixar a criança explorar, jogar, iniciando entregas simples como não poder deixar cair no chão).
- Jogos (quando a criança já está inserida numa rotina você pode brincar com jogos, lembrando que sempre devemos respeitar as particularidades da criança e o nível do desenvolvimento que ela se encontra).
As brincadeiras são uma ferramenta divertida para desenvolver o potencial cognitivo, psicomotor, social e afetivo da criança. Lembrando que sempre devemos respeitar o seu nível de desenvolvimento, promovendo uma sessão prazerosa e gradativamente oferecendo desafio para que a criança amplie o seu repertório lúdico e social.
 "Se você não puder aceitar e ajudar a criança autista a superar as suas dificuldades, ame-a de  todo o seu coração, com todo o seu amor e toda a sua aceitação.
Alguma tarefa importante ela está desempenhando junto de você, certamente para proveito de ambos. Confie, trabalhe e espere. Cada dia e uma chance nova que recebemos para melhorar.

Obrigada a presença:

Fernanda Rocha, Arinda  Taylor, Dayane Nietto, Jazmin Ruiz, Marcos dos Santos, Magna, Renata Ramos, Gloria Pinto, Dayana Teixeira, Vanilde da Silva, Cristina Matos, Magna Caldas, Edson da Silva.

26 de jun. de 2014

Reunião de #43 Quinta-feira, 22 de Maio de 2014 (Autismo & Odontologia)

Essa reunião aconteceu em data extraordinária foi um encontro único maravilhoso e muito produtivo.  Apresentação foi conduzida por Adriana Zink. Tema: Abordagem lúdica para o tratamento odontológico.
Biografia: Adriana Zink é brasileira cirurgiã-dentista mestre e especialista em pacientes com necessidades especiais. Dedicada ao estudo e condicionamento de pacientes autistas ao tratamento odontológico através de métodos diferenciados como pecs, son rise, floortime, etc. Colaboradora da "Revista... Autismo" com publicações relacionadas à odontologia.
Professora da UNIP na especialização de pacientes com necessidades especiais. Doutoranda em odontopediatria. Vencedora do premio orgulho autista Brasil.


 Adriana começou sua palestra fazendo uma comparação entre o tratamento no serviço publico americano e o brasileiro. O tratamento odontológico nos EUA acontece da seguinte forma: A criança vai para o consultório para ser atendida, se for apenas tratamento de prevenção ou algo simples é feito no próprio consultório, mas se ela não colaborar é dada ao pai a opção pela sedação no consultório ou transferi-la para o Hospital, sem nenhum custo adicional ao paciente. (Esses dados são informações somente de Massachusetts, os Estados funcionam de maneira independente). Infelizmente, essa realidade não se aplica ao Brasil, se a criança não possui uma condição financeira de ir ao hospital permanecera com dor, a fila de espera para um atendimento chega há quase dois anos. Então, imagine o desconforto desse paciente autista, ele não conseguirá se desenvolver em nenhuma terapia, nem fazer progresso na escola porque esta com dor.  Como conseqüentemente ele ficara mais agitado, mais agressivo, com mais movimentos estereotipados, mas ele só esta com dor de dente.

Outra realidade brasileira é quando os pais ligam ao consultório procurando tratamento e ao informar que o paciente é autista, muitos dentistas por preconceitos ou falta de conhecimentos dizem não atender autistas. Sem ao menos fazer o primeiro contato e ver se vão conseguir atender o paciente. Adriana também faz parte da Câmara Técnica para Pacientes com Necessidades Especiais de São Paulo, eles disponibilizaram um link para os pais fazerem a denuncia do profissional que se recusou prestar o atendimento ao autista, e o CRO será o responsável de tomar as providencias. Infelizmente muitos pais desconhecem o seu direito, e ficam ligando a vários consultórios em busca de algum profissional que atenda a criança autista. Por outro lado o profissional tem o direito de dizer que é incapaz por falta de conhecimento de atender esse paciente, mas ele deve encaminhar a alguém que atenda. Adriana se interessou a estudar sobre o autismo, a fim de ajudar esses pacientes e diminuir o tempo de espera nas filas de internação. A dentista oferece o uso da sedação para os pacientes, mas essa sedação tem um custo, e infelizmente nem todos os pacientes conseguem pagar, foi ai que ela começou a buscar alternativas e outras formas de tratamentos com abordagem comportamentais. A partir de um trabalho diferenciado com o uso do PEC’S e técnicas de ABA, Adriana conseguiu mudar o comportamento de muitos pacientes.

Antes de começar o tratamento ela entrevista os pais para saber tudo sobre seu paciente:

O que gosta? O que não gosta? Experiências anteriores?

É extremamente importante antecipar os acontecimentos explicando passo a passo as fases do tratamento com o uso de imagens, fotos ou figuras, isso diminui a ansiedade e as frustrações. O uso de bonecos, fantoches de dedos, animais com dentes auxiliam o tratamento tornando-se divertido. Muitos desses pacientes não são verbais, por isso é necessário uma linguagem acessível ao seu entendimento. Somente iniciar se o paciente se mostrar receptivo. Recompensar quando ele aceitar, usar as informações fornecidas pelos pais, encerrar a sessão assim que o paciente estressar, recomeçar tudo em outra sessão, paciência, falar em tom baixo e amor ao próximo são qualidades dessa extraordinária dentista.

Depois da entrevista há todo um cuidado com a preparação do ambiente para receber esse paciente, Adriana separa objetos ou personagem que a criança gosta, sendo que a criança não abre a boca para a dentista, mas vai abrir para a personagem favorita. Fazendo o uso da própria motivação da criança, ela inicia um relacionamento de confiança com esse paciente. Adriana realiza seu trabalho com muito amor, respeitando o paciente e fazendo com que seja tudo divertido e espontâneo.

Através de anos de experiência, pesquisas e seu doutorado, Adriana deseja disponibilizar gratuitamente um aplicativo para tabletes e Ipad com todo o material visual de apoio ao tratamento para facilitar a comunicação entre o dentista e o paciente autista.

Após desenvolver uma pesquisa em 26 pacientes autista de baixo funcionamento numa faixa etária ate 19 anos. Notou-se que um paciente adulto que nunca foi estimulado ou teve terapias é muito mais difícil, e apresenta muito mais resistência ao tratamento do que uma criança que vem sendo estimulada. O resultado da pesquisa foi motivador, mostrando que a doutora conseguiu tratar os 26 pacientes no consultório, sem contenção física e sem nenhum tipo de sedação.  Essa técnica mostrou que se apresentar o tratamento da maneira correta ao paciente vai diminuir os números que vão precisar da intervenção e da anestesia geral.

Há uma diferença significativa naqueles pacientes da pediatria que nunca foram ao dentista, com aqueles pacientes adultos que já tiveram alguma experiência negativa de uso de contenção, para as crianças é mais fácil a abordagem sendo que os adultos apresentam uma resistência maior pelo medo das experiências anteriores, mas aos poucos através da abordagem lúdica (divertida) o paciente vai oferecendo menos resistência ate o momento em que ele chegue a colaborar. Por isso é importante a intervenção precoce mesmo que a criança não tenha carie. Crie o habito de visitar regularmente a cada 6 meses o dentista. Mais importante que o habito é a prevenção, essa é uma responsabilidade das mães escovarem os dentes das crianças todos os dias.

Adriana reforça que não existe milagre, é técnica, treinamento que necessita do apoio dos pais, terapeutas e do profissional. Mas sempre vai existir aquele paciente que necessita do uso da sedação, ou aquele que vai precisar ir para o hospital e fazer o uso da anestesia geral, mas muitos desses casos podem ser revertidos e um dia voltarem a serem atendidos no consultório.

Se possível visite o consultório antes da consulta, fotografe o dentista e as etapas do tratamento, a criança tem o direito de saber o que vai acontecer. Isso não vai fazer com que ela goste, mas vai diminuir o medo das surpresas; ou futuros traumas. Os sons também são importantes antecipar principalmente para as crianças com distúrbios na área sensorial, a doutora deu dicas muito simples e acessíveis: Ligue o liquidificador peça ajuda da criança, façam um bolo juntos ou seque o cabelo com secador. Todos esses barulhos ajudam a criança a desenvolver a tolerância aos sons. Condicione em casa com uso de barulho!

O reforço positivo também faz parte de seu trabalho, mas ela trabalha tentando mudar a maneira que se aplica esse reforço. Substituir o uso excessivo de doces, por outros tipos de recompensas, adesivos, aplausos, elogios, ir a um lugar favorito, brincar com o Ipad. Adriana cita um fator muito importante aos pais de crianças autistas. Diz que é necessário ter muita PACIENCIA e AMOR!

Respeitem o tempo de seu filho é à base do sucesso de qualquer tratamento.

Adriana também respeita o tempo de seu paciente ela expressa um desejo enorme de que todo tratamento seja espontâneo.

Outra dica importante é criar o habito da escovação na frente do espelho e você servindo de modelo para a criança copiar. O momento também é muito importante, nunca peça para a criança escovar os dentes na hora que ela estiver em uma atividade preferida, ou vendo o filme favorito, para a criança não associar a escovação a algo negativo. (Escovar os dentes significa parar de fazer algo que gosta). Adriana percebeu também nos seus anos de trabalho que o paciente autista apresenta sérios problemas de coordenação motora fina, e na época escolar onde desenvolve a escrita e a época ideal de incentivar a escovação independente. Nesse momento os pais têm que estar atentos para não perder essa oportunidade senão as crianças crescem e ficam dependentes dos pais, elas aprendem a escrever não aprendem a escovar os dentes.

Atualmente há aproximadamente 2 milhões de crianças no espectro do autismo no Brasil, no Estado de São Paulo são 500 mil, e na cidade de São Paulo são 100 mil. E apenas 535 dentistas especialistas em pacientes com necessidades especiais em todo o Brasil. Desde 2009 não abre turma de especialização por falta de inscrição de alunos, todos querem concorrer pelas mesmas vagas. Todos querem fazer estética e implantes. Há um projeto de lei no Brasil que se for aprovado os dentistas pediatras do serviço publico terão que ser treinados para tratar o paciente autista

Segundo Adriana somente tratar nos hospitais casos mais graves. Mas quando é apenas 1 dente ela aconselha a trabalhar e educar essa criança que ela precisa sentar e tratar os dente no consultório. Ela pede aos pais para não dependenrem somente da terapeuta e sim trabalhar com muitos estímulos em casa, pois esse é caminho para essa criança se desenvolver de maneira significativa.

Para as crianças que escovam com pastas com flúor e não cospe, ela recomenda diminuir a quantidade de pasta na escova, para não dar fluorose nos dentes, são manchas nos dentes permanentes pela ingestão excessiva do flúor.

Para ter mais informações e conhecer o trabalho da Adriana acesse o link:
http://adrianazink.blogspot.com/
 
“Essa matéria é um resumo da apresentação da Adriana Zink, não contém detalhes, explicações, as respostas das perguntas feitas na reunião.”


Obrigada ao apoio profissional:

Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: Ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.

Obrigada a presença:
Fernanda Rocha, Edson da Silva, Edson Mendonça, Eliana Mendonça, Letícia Mendonça, Beatriz Mendonça, Elias Ramos, Cristina Matos, Noêmia Bueno, Cleidiana Monteiro, Dayana Teixeira, Dayane Nietto, Gisele Melo, Monica Vieira, Vanilde Ferreira.


Palestra com Adriana Zink  
Federations For Children With Special Needs
Charlestown, MA

8 de mai. de 2014

Reunião de #42 Sexta-feira, 25 de Abril de 2014 (Bullying)

Nossa reunião maravilhosa e emocionante. Apresentação foi conduzida por Mike Mayes.
O tema foi: Bullying. Aprendemos a ver através dos olhos de uma vitima de bullying todos os momentos difíceis e como superou.

Biografia: Mike Mayes foi diagnosticado com autismo aos 18 meses, graduou-Mitchell College, em 2013. Mike trabalhou como orientador em sala de aula e líder dos jovens no verão. Mike sofreu bullying durante o ensino escolar, mas com coragem e determinação, ele superou os efeitos do bullying. Como resultado, ele manifesta seu profundo compromisso em ser aceito pelo que ele é — uma pessoa com autismo— e ajudando os outros a defender a si mesmos. Mike tem sido um palestrante motivacional há mais de seis anos. Ele fala sobre temas como crescer com autismo, bullying, transições e o impacto das leis de educação especial em pessoas no espectro. Seu objetivo como palestrante é dar aos pais a esperança, e para incentivar os profissionais ter grandes expectativas para seus alunos que estão no espectro do autismo. Mike tem sido um palestrante para Autism Speaks, à Fundação Flutie e para a Mass. Advocates para crianças. Mike tem demonstrado que com trabalho duro, comprometimento e perseverança pode conseguir o sucesso. Ele é uma inspiração para qualquer pessoa que tem uma condição do Espectro do Autismo.

“Essa matéria é um resumo do discurso de Mike, não contém detalhes, explicações, as respostas das perguntas feitas na reunião.”

Tradução do discurso de Mike Mayes sobre Bullying

Um tema delicado
• as pessoas ficam fisicamente e mentalmente machucadas
• é muito humilhante e vergonhoso
• altera a forma de agir das pessoas que têm sido intimidadas, eles podem tornar-se tímidas ou ficam relutantes em acreditar em pessoas
• faz as pessoas não querer ir a lugares onde eles foram intimidadas ou poderiam ser agredidas, limitando as atividades.


Onde acontece Bullying nas Escolas
• corredores
• banheiros
• cafeteria
• estacionamentos da escola
• quadras de esportes
• atividades depois da aula
• ônibus
• em qualquer lugar onde os provocadores sabem que podem se safar
• horas sem estrutura como recreio, almoço ou quando os adultos não estão prestando atenção ou não estão olhando os estudantes que poderiam ser vítimas.


Quem sofre bullying?
• qualquer pessoa pode sofrer bullying.
• Mas os alunos com deficiência têm de 3-4 vezes mais probabilidade de ser intimidado do que os alunos não-deficientes (a partir de um estudo sobre bullying em Massachusetts feito por Mass. Advocates).


Quem intimida os alunos?
• pessoas infelizes
• valentões que têm vida difícil em casa·

• atletas
• professores
• treinadores
• qualquer pessoa pode ser um provocador/ agressor


Eu sofri bullying
• Eu não contei a meus pais por um tempo
• Eu não contei a meus professores
• Eu estava com medo de ninguém acreditar em mim
• Eu não queria dizer, porque eu não queria ser um dedo-duro, ou um fofoqueiro
• Eu tentei ignorá-los, mas às vezes eu tinha que me defender


Por que foi tão difícil para eu conseguir ajuda
• Porque eu sou autista, eu tinha dificuldade para falar, e era muito difícil para eu explicar o que estava acontecendo comigo
• Eu pensava que as pessoas não acreditariam em mim se eu dissesse que estava sendo intimidado, porque eu não conseguia falar claramente e eu não era tão rápido quanto os outros alunos
• Levei muito mais tempo do que os outros alunos para entender se as pessoas não estavam sendo boas ou maldosas comigo
• Bullying não é apenas agressivo fisicamente. Eu teria entendido se alguém me desse uma rasteira, ou me desse um soco, mas compreender as palavras e, as intenções das outras pessoas eram à parte mais difícil para mim e para outras pessoas autistas
• Havia diferentes regras para diferentes pessoas poderem agir. Por exemplo, os atletas eram estrela e poderiam se sair bem de muitas coisas que os outros alunos não poderia se safar.


Que me ajudou?
• Meus amigos me diziam quando alguém estava sendo mau
• Alguns professores me diziam quando alguém era cruel
• Eu tive uma assessora que cuidou de mim - mesmo no colegial.


Eu aprendi a ser meu próprio defensor
• Meus amigos me ajudaram a manifestar-me
• Eles me diziam se alguém estava me usando e eles me diziam para eu enfrentá-los
• Às vezes, eles diziam para os valentões que me provocava para se afastar, só que não tão educado
• alguns alunos mentiram para mim sobre certos significados de palavras para que eu usasse em momento e contexto errado. Eles achavam que era engraçado. Não seria engraçado se eu não fosse o motivo da piada. Meus amigos explicavam os significados das palavras assim que eu não os usaria.


Defendendo a mim mesmo
• Se eu estava confuso ou com raiva, eu consultava com meu orientador/ conselheiro do colégio. Ele me ajudou a entender se eu estava sendo intimidado ou se não era bullying
• Eu confiei nele, porque eu sabia que ele não poderia mentir
• Eu tinha livre acesso para vê-lo sempre que eu quisesse
• Um dos meus treinadores não suportava pessoas sendo perversas a fim de se divertir. Ele me dizia que ele iria manifestar-se dizendo por mim para aquelas crianças maldosas pararem com isso.


Defendendo os outros
• Eu pressionei na Assembléia legislativa do Estado para obter aprovação do projeto de lei contra bullying em Massachusetts
• Eu falo sobre as minhas experiências de ser intimidado (assedio moral) para que outros possam aprender que é possível defender-se
• Eu ingressei em organizações e ações relativas aos direitos do deficiente e assim conhecer outras pessoas como eu
• Eu sou um defensor dos direitos dos deficientes para Mass Advocates for Children


Aprendi a ignorar Algumas delas
• Eu aprendi a me aceitar pelo que sou. Eu tenho pontos fortes e eu tenho dificuldades, mas para mim esta tudo bem.
• Foi difícil eu me aceitar, mas foi o que me fortaleceu
• Ninguém mais poderia me fazer sentir mal sobre eu mesmo


O que há de errado com as intimidações?
• valentões pensam que as pessoas com deficiência não sabe o que estão fazendo para elas. Eles acham que nós não temos sentimentos
• intimidadores se comportam de forma como eles sintam-se melhor sobre si mesmo
• Eles tentam fazer com que as pessoas se sintam inferiores a eles. Eles gostam de fazer as pessoas se sentir miserável.
• Não é patético?


Há leis que protegem os estudantes de intimidações
• Existem leis para todos os alunos, escolas têm inúmeros planos de prevenção de violência desde 2010
• Existem proteções para os alunos com deficiência (Leis de Direitos Civis-504)
• Existem proteções no IEP para os alunos que estão em risco de ser intimidado, porque eles têm autismo ou porque têm problemas sociais relacionados com a sua deficiência.


Proteções em IEP’s?
• Os alunos podem ser ensinados a reconhecer o que é o assédio moral e o que não é bullying
• Os alunos podem aprender quem é, e quem não é amigo
• Os alunos podem ser ensinados a defender-se
• Os alunos podem ser ensinados a denunciar o bullying para professores, pais, para outros alunos e administradores escolares
• Se os alunos relatam o bullying, é contra a lei a revanche contra eles para contar que eles foram intimidados


Como eu sinto agora!
• Era difícil não ser intimidado pelos valentões quando eu estava na escola
• Mas eu olho para onde estou agora, em comparação com as pessoas que me maltratavam
• Minha vida é bem mais feliz do que o que eu vejo a vidas deles
• Eu tenho feito muito mais do que eles
• Eu vejo algumas das pessoas que me maltratavam na minha cidade, e eles não são mais tão   


Obrigada ao apoio profissional:
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: Ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.

Obrigada a participação especial:

Arlene Hijara, Ed.D.                                               Juliana Bertolado
Director of Special Education                                 Proprietária da escola de Idiomas Wizard
Everett Public Schools                                            563 Broadway, Everett, MA 02149
Everett, MA 02149-4897                                         (617) 381-0160


Obrigada a presença:
Fernanda Rocha, Edson da Silva, Joseleide Ribeiro, Gloria Pinto, Cristian dos Santos, Cristina Matos, Regina Simões, Elias Ramos, Edson Mendonça, Julio Ramos, Jaqueline Reis, Welington Correia, Sibia Kelia, Vanilde Ferreira.


 




 

 

 

2 de mai. de 2014

Reunião de #41 Sexta-feira, 28 de Março de 2014 (Direitos Básicos na Educação Especial)

Nossa reunião foi muito produtiva. O tema foi: Direitos Básicos na Educação Especial. Apresentação foi conduzida por Rhea Smith ela é Advocate e consultora de leis com experiência de 20 anos na área.

Para mais informações sobre esse tema acesse:
http://odomespecialdesermae.blogspot.com/2013/04/reuniao-de-28-sexta-feira-22-de.html
http://odomespecialdesermae.blogspot.com/2013/11/reuniao-de-36-sexta-feira-25-de-outubro.html

“Essa matéria é um resumo do que aconteceu na reunião, não contém detalhes, explicações, os principais exemplos ou soluções das duvidas.”

Para esse ano precisamos mais de sua ajuda, nosso grupo oferece um trabalho voluntário e sem fins lucrativos. Por isso seja nossa voluntária e nos ajude a continuar ajudando. Obrigada por estarmos juntos!

Obrigada ao apoio profissional:
Ana Henrichs: Ela trabalha prestando assistência psicológica as famílias vivenciando situações de crise, como também auxiliam as famílias ao acesso a serviços comunitários.
Rhea Smith: Ela trabalha prestando assistência e defesa as famílias, especialmente para aqueles que falam Português.

Obrigada a presença das mães:
Fernanda Rocha, Marcos dos Santos, Edson da Silva, Joseleide Ribeiro, Gloria Pinto, Dayanne Nietto, Cristina Matos, Jaqueline Reis, Vanilde Ferreira.